segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Tô cansado de me cansar.

O tal “Cansei”, que juntou com o “Fora Lula”, o acidente da TAM e, sei lá, os terremotos no Peru, foram uma coisa tão chacoteira que nem a Folha de S. Paulo comprou a idéia. Restaram a Veja, os reaças de internet, o PSDB e umas semicelebridades de sei lá o quê, daquelas que caducam em horário nobre ou gravam DVD no Maracanã às moscas. A seguir, um compacto com os melhores (?) momentos.

Infelizmente, os "esquerdistas millitantes de internet", que, tais e quais os "ateus militantes", são apenas reaças crentões de sinal trocado, deram excessivo cartaz a essaa bobagem so que trouxe risos e nada mais (obrigado Deborah). Mas enfim...

Estas tias tão mesmo cansadas. Mas vão se cansar em outro lugar! O Piauí e a Philips, parte I, parte II e parte III. E dá-lhe cansaço aqui, aqui e aqui. Mensalão (o original, não aceite imitações): não se cansam de roubar? Este não cansa de caducar: em inglês, FHC não diz besteira; já aqui no Brasil... falando nisso, Veja quanta bobagem. O Brasil acabou ou foi só o bom senso? E Deus... existe?

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo daqueles que velam pela alegria do mundo.

Os paulistas "cansados" não aprendem mesmo.

Será que os “cansados” se lembram disto?

Será que os “cansados” vão protestar? A casa caiu (literalmente) e continua caindo. E agora José?

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Só sei que não vou por aí.

Ignoro o acidente da TAM (devem ter sido os urubus da imprensa que voaram pra dentro da turbina e causaram o acidente) – a imprensa marrom-merda e seus jornalistas-carniceiros fazendo uso político de um acidente que não mata mais do que morre de preto pobre a cada final de semana na pariferia –, assim como ignoro o PAN (rebarba do esporte cucaracha, visto que EUA e Canadá mandam os times C) – o ufanismo em acompanhar esportes que o povo normalmente ignora, como handebol, pelota basca, badminton e críquete – e ignorei o papa (legítimo King Nothing) num país que há muito já não é católico.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Pálido ponto azul

"Vivemos com o baralho viciado contra nós, e depois morremos: é só isso? Nada a não ser um sono sem sonhos e sem fim? Onde é que está a justiça nisso tudo? É desolador, brutal, impiedoso. Não deveríamos ter uma segunda chance numa arena nivelada? (...) Assim seria, se o mundo fosse ideado, pré-planejado, justo. Assim seria, se os que sofrem com a dor e o tormento recebessem o consolo que merecem. E, se o mundo não corresponde em todos os aspectos a nossos desejos, isso é culpa da ciência ou dos que querem impor a sua vontade ao mundo?”

O Mundo Assombrado Pelos Demônios. Dei-me este livro de presente no Natal de 2002. Tá, eu nem gosto dessas datas comemorativas, mas são ótimas desculpas para presentear pessoas queridas (isso me inclui – às vezes). Lembro-me de tê-lo comprado, acompanhado de uma amiga, na Saraiva do Shopping Paulista, junto com O Paraíso Perdido, de John Milton. Eu já namorava o livro do Carl Sagan (e mesmo sem conhecer tanto o autor, já nutria grande admiração por seu trabalho de divulgação científica) havia tempos, desde que fora lançado aqui, um pouco antes do meio da década de 1990. Recordo-me também de estar no último ano do Ensino Médio (na Federal significava o quarto ano), 1998, e uma amiga do primeiro ano (ensino “normal”) mostrá-lo como leitura obrigatória para nota, dada por um professor de Física. Mesmo sem não tê-lo lido até então, e mesmo com relativa pouca idade, me animou e estimulou o fato de que houvesse docentes preocupados não só com passar transparências, dar provas, fazer chamadas e ir logo tomar café na sala dos professores, mas sim em também formar cidadãos conscientes. Porém, não sei ao certo o motivo, só fui adquirir a obra (por conta própria, como já dito) quatro anos depois.

Lembro de começar a lê-lo num dia qualquer, chuvoso, meio de semana, rumo a Avenida Paulista, ao encontro com outra amiga. Caminho longo, a leitura começou a fluir.

À época, eu estava perdido entre o panteísmo e o deísmo e, mesmo tendo sempre gostado de Física e ciências em geral, não fazia idéia do quão fascinante aquilo podia ser e, mais que isso, prático e útil para nossa vida cotidiana e para a existência humana.

Este livro é tão revelador e educativo que deveria ser considerado leitura obrigatória para estudantes do Ensino Médio, como o tal professor (que nem conheço) fez com a turma da minha amiga da Federal.

Cristais, astrologia, profecias, santas que choram, abduções por extraterrestres, entortadores de colheres... enfim, todo tipo de charlatanismo é dizimado impiedosamente pelo autor ao longo do livro, numa defesa apaixonada e sincera da Ciência, da racionalidade, da coerência, enfim, de “deixar a cabeça aberta mas não a ponto de o cérebro cair pra fora dela” como modo de vida. Compreendi que o pensamento científico é uma filosofia de vida.

Carl Sagan dedicou a vida não só a divulgar a Ciência para os leigos, mas para defender ideais dos quais precisamos cada vez mais, como a democratização do conhecimento e a formação do pensamento crítico não só nos adultos, mas desde a infância. Tudo para que consigamos manter a Terra um lugar habitável. Nós, uma espécie de macaco absurdamente arrogante e pretensiosa num planetinha na periferia de uma galáxia na periferia do Universo, um pálido ponto azul. Afinal "ninguém virá dos céus para nos salvar de nós mesmos".

Quando a Ciência é mal divulgada e mal compreendida, é recebida como algo chato e abstrato. Aí o que acontece: as crendices, superstições e pseudociências tornam-se ainda mais populares.

Carl Sagan nos mostra a importância do senso crítico e da racionalidade para a construção de uma sociedade democrática, pois conhecimento significa liberdade.

Eis o release da obra:

“Este livro é uma defesa apaixonada e apaixonante da ciência e da racionalidade humana. Carl Sagan, que não tem poupado esforços para divulgar os conhecimentos científicos de forma correta e clara, ataca o vírus do analfabetismo científico que faz, por exemplo, com que a maioria dos americanos pense que os dinossauros conviveram com os seres humanos e que desapareceram no Dilúvio porque não cabiam na Arca de Noé. Ou que acredite em explicações pseudocientíficas e ficções, do monstro de Loch Ness às estátuas lacrimejantes da Virgem Maria, do Abominável Homem das Neves ao poder das pirâmides e dos cristais, do Santo Sudário a terapias de vidas passadas, de anjos e demônios a seres extraterrestres que seqüestram e estupram. Para o autor de Pálido Ponto Azul, longe de serem inócuas, essas crenças e modismos podem causar danos terríveis; nos Estados Unidos pais inocentes estão sendo condenados em decorrência de falsas lembranças de abuso sexual de seus filhos, induzidas por terapeutas incompetentes. Da mesma forma, ele mostra que a crença nos argumentos de autoridade e o declínio da compreensão dos métodos da ciência prejudicam a capacidade de escolha política e põem em risco os valores da democracia.

Como todos os livros de Sagan, O mundo assombrado pelos demônios está cheio de informações surpreendentes, transmitidas com humor e graça. Seus ataques muitas vezes divertidos à falsa ciência, às concepções excêntricas e aos irracionalismos do momento são acompanhados por lembranças felizes da infância, quando seus pais o colocaram em contato pela primeira vez com os dois modelos de pensamento centrais para o método científico: o ceticismo e a admiração.

Para aqueles que vivem bombardeados diariamente pelos fenômenos "fantásticos" da vida, este livro funciona como um tratamento de desintoxicação. Mais que uma vela bruxeleante, trata-se de um jato de luz destinado a varrer os demônios do obscurantismo que pairam sobre nosso tempo.”


É, Carl Sagan faz falta.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Miséria traz tristeza e vice-versa.

Um em cada seis paulistanos vive em favela. Polícia do Rio mata 41 civis para cada policial morto.

"Cine xadrez" aproxima presos rivais no Rio. [Detentos de delegacia de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, têm projeto com cinema, música, literatura e poesia. Diferenças entre membros de facções rivais têm diminuído; na delegacia também há jornal feito pelos presos e biblioteca.]

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Mas pelo fato de ter sempre estado oculto quando terá sido o óbvio.

A morte anda tão viva, a vida anda pra trás. Mas só agora a mídia percebeu e a sociedade ficou na dúvida se fica indgnada ou não. E tem alguma coisa errada: não era pra gente ter medo dos "bandidos"?

Pena de morte para trabalhador que não aceitou tapa na cara. Um PM é preso a cada 25 horas no Rio. Ator de Malhação é acusado de espancar travestis e roubar prostituta. Jovem é preso após atear fogo em prostituta. Rio: funcionário de limpeza é espancado na Barra. Babá espanca e mata criança de três anos no Rio. Especialistas vêem risco de trauma e doença [para jovens e crianças do complexo do Alemão].

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Grandes (?) momentos do futéco

Edmundo levando nocaute de Zandoná
Flamengo 3 X 0 Velez Sarsfield – Supercopa de 1995
http://www.youtube.com/watch?v=lXnQwi--tHE

Diego sambando na pizza
São Paulo 3x2 Santos – Brasileirão de 2002
http://www.youtube.com/watch?v=vdxCw5aZjX8

Embaixadinhas do Edílson
Corinthians 3 x 0 palmeiras – Paulistão de 1999
http://www.youtube.com/watch?v=fo8BDn8atUI

Zidane nocauteando Materazzi
Itália 1 x 1 França – Copa de 2006 (Alemanha)
http://www.youtube.com/watch?v=7IE2JBaBSBk

Invasão corinthiana no Maracanã
Fluminense 1 x 1 Corinthians – Brasileirão de 1976
http://www.youtube.com/watch?v=FqfcNqa-TGc

Diego expulso na cobrança de pênaltis
Porto 0 x 0 Once Caldas – Mundial Interclubes 2004 (Tóquio)
http://www.youtube.com/watch?v=6wsdma8DL_A

Golaço contra do Oséas
Palmeiras 1 X 1 Corinthians – (Paulistão de 1998)
http://www.youtube.com/watch?v=wyunhU3Fcu8

Palermo perde três pênaltis na mesma partida
Côlombia 3 x 0 Argentina – Copa América de 1999 (Paraguai)
http://www.youtube.com/watch?v=UNg1L5LNIkg

Isso sim é fairplay (depois d’uma puta mancada)!
Ajax x ADO Den Haag (não achei mais dados)
http://www.youtube.com/watch?v=PstjMCBAMdU

Gol do juiz Aragão
Palmeiras 2 x 2 Santos – Paulistão de 1983
http://www.spiner.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=1005
http://www.museudosesportes.com.br/noticia.php?id=7119

Almir Pernambuquinho brigando contra todo o time do Bangu
Flamengo 0 x 3 Bangu – Cariocão de 1966
http://carrinhonoolho.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107785568176056211
http://www.museudosesportes.com.br/noticia.php?id=19284
http://www.gazetaesportiva.net/almanaque/futebol/almir/index.htm

Armando Marques errando a contagem dos pênaltis
Portuguesa 0 x 0 Santos – Paulistão de 1973
http://www.gazetaesportiva.net/album/1973/galeria.htm

terça-feira, 26 de junho de 2007

Stupid White Men

[ http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1709317-EI5030,00.html ]
[ http://ponteaerearj.nominimo.com.br/?p=1542 ]

Cadê o cidadão de bem querendo justiça? Cadê as manchetes de jornal convocando ao linchamento? Cadê a indignação dos humanos direitos que defendem repressão policial e apartheid social? É culpa dos remédios? Da televisão? Cadê as passeatas pedindo paz, exigindo rigidez das autoridades? Cadê a mídia massacrando o espectador com detalhes sórdidos e discursos inflamados?

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Caia na estrada e perigas ver.

Brasil-sil-sil: sai daí, pobraiada! Eu disse sai daí! Senão vou te linchar! Cambada de bandido... hmpf.

Parada do orgulho desocupado. Parada do orgulho desonesto. A revista preferida dos reaças.

Relaxei, mas não gozei. Quem sabe de Aerotrem? Vai uma laranjada aí? Ou pelo menos um(a) vale docinha de volta...

quarta-feira, 13 de junho de 2007

O mais querido – Do Rio De Janeiro A Tóquio De Dezembro

[Campeonato Brasileiro de 1980]
Melhores momentos das primeiras fases
Final: Flamengo 3x2 Atlético Mineiro

[Taça Libertadores da América – 1981]

Time-base: Raul, Leandro, Figueiredo, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico (Técnico: Paulo César Carpeggiani).
Campanha: 14 jogos –9 vitórias, 4 empates e 1 derrota (28 gols pró e 13 contra).
Artilheiro da competição: Zico, com 11 gols.

[Primeira fase]
3/8 – Atlético Mineiro 2x2 Flamengo
14/8 – Flamengo 5x2 Cerro Porteño (PAR)
24/8 – Flamengo 1x1 Olimpia (PAR)
7/8 – Flamengo 2x2 Atlético Mineiro
11/8 – Cerro Porteño (PAR) 2x4 Flamengo
14/8 – Olimpia (PAR) 0x0 Flamengo
21/8 – Flamengo 0x0 Atlético Mineiro

[Segunda fase]
2/10 – Deportivo Cali (COL) 0x1 Flamengo
13/10 – Jorge Wilstermann (BOL) 1x2 Flamengo
23/10 – Flamengo 3x0 Deportivo Cali (COL)
30/10 – Flamengo 4x1 Jorge Wilstermann (BOL)

[Finais]
13/11 – Flamengo 2x1 Cobreloa
20/11 – Cobreloa 1x0 Flamengo
23/11 – Flamengo 2x0 Cobreloa

[Mundial Interclubes – 1981]
12/12 – Flamengo 3x0 Liverpool

[Bônus]
Flamengo 6x0 Botafogo (o jogo da vingança)
Flamengo 3x0Santos (final do Brasileirão de 1983, com 155.000 no Maracanã)
Esporte espetacular: 25 anos do Mundial

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Souvenirs

Conforme divulgado no site oficial da banda (e confirmado em seu myspace), Anneke van Giersbergen está deixando o The Gathering, rumo à carreira-solo.

Os motivos alegados, por ambas as partes, são os de sempre (e com a costumeira polidez): novos horizontes musicais, diferenças artísticas, vontade de mudar de ambiente, etc. Enquanto a moça já tem um novo projeto, a banda buscará outra vocalista e seguirá a carreira.

O que isso significa? Bem, pra música de massa no mundo todo e pro público médio consumidor de cultura pop, nada vai mudar. A banda tinha um estilo difícil de ser rotulado e não tinha grande base de fãs na maioria dos continentes. Mas, macrocosmo à parte, faz uma diferença desgraçada pra mim imaginar o mundo sem a combinação Anneke + The Gathering. Tá certo, ela não morreu, a banda não acabou, ambas as parte têm projetos e tudo seguirá com provável criatividade e qualidade. Além disso, as obras já concretizadas estão aí, por toda parte, prontas para serem ouvidas (eu mesmo tenho aqui todos os CDs, bootlegs e até um DVD duplo).

Mas é um pedaço de mim que fica para trás, sinal dos tempos, de que as coisas vão passando, mudando, acabando. A arte que abraçamos para que a vida nauseante e cheia de existência não nos destrua.

Nem parece que faz dez anos que ouvi Nighttime Birds pela primeira vez, num final de domingo, nas ondas da Brasil 2000 FM com o clássico Backstage (apresentado pelo gordo sem-graça Vitão Bonesso). Tempos em que a internet não servia pra quase nada e pra descobrir bandas novas só havia esse programa, as revistas (e os fanzines) especializados, os amigos lojistas da Galeria do Rock.

Lembro-me de, no sábado seguinte, ir a Galeria, pegar o CD e levá-lo assim que o mal-humorado lojista (mas gente-boa) colocou a primeira faixa pra tocar (On Most Surfaces).

Creio que há a possibilidade de eu ter ouvido Nighttime Birds numa coletânea da Century Media que veio como CD-bônus junto com o A Dead Poem, do Rotting Christ.

Talvez a música ouvida tenha sido Strange Machines (versão ao vivo). Mas não importa. Desde sempre era Anneke.

Importam as canções, o sentimento transcendental de abrir aquele encarte, com sua borboleta, seu tornado, suas folhas, pegar o CD cheio de constelações desenhadas e sair do corpo ao som de Kevin’s Telescope, minha predileta durante muito tempo, e cujo sabor especial se mantêm até hoje.

Valem – e muito – as vivências do final da adolescência que tiveram The Gathering como trilha sonora sentimental. Têm valor inestimável as pessoas relacionadas com as canções. E até a camiseta que mandei fazer com uma foto da Anneke. Tudo é válido.

The Gathering já existia antes dela (houve dois discos com vocal masculino, mais voltados ao doom-metal) e continuará daqui por diante (pelo menos o ótimo instrumental se manterá). Mas como imaginar outra pessoa cantando You Learn About It, Broken Glass ou In Motion #1?

Não era daquelas bandas pelas quais você faz campanha para que todas ouçam. Creio que não há como não gostar, mas, por outro lado, não consigo descrever o sentimento, o enlevo, às altitudes estelares a que as canções deles me levavam, levam e levarão.

Como toda relação, eu mudei, a banda mudou (de doom atmosférico até um rock alternativo psicodélico mas ainda doomy); estranhei a mudança, fiquei tempos sem ouvi-los, até compreendê-los. E carrego comigo a grande agonia de não tê-los visto ano passado aqui no Brasil, por falta de dinheiro.

Não pela vida ser como é, mas pelas coisas estarem como estão. Mas, em algum universo paralelo, eu fui ao show, e há um momento em que estou eternamente vendo-os e ouvindo-os ao vivo. A arte é perpétua, eterna, perene. Anneke, transcendental.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Mini-eternidades da semana

Chuchu já chega chuchuzando. Mandem-no pra China: escreveu, não leu, o pau comeu. Deviam tê-la dado um goró em . Já Marty tem crédito. Dercy não, mas acha que tem. Enquanto isso, eu (re)inauguro o monumento...

terça-feira, 5 de junho de 2007

No ar que se respira, nos gestos mais banais.

Enquanto até me perco no excesso de operações da Polícia Federal (Furacão, Navalha, Xeque-mate...) e ouço, dia e noite, em casa, nas ruas e na mídia, brados de ódio contra os políticos, penso no que eles diferem de nós, exceto quanto ao acesso às facilidades que o poder oferece. Dá a impressão que só ladrões se interessam pela carreira política, ou que algum vírus os contamina lá, coisa assim. Russomanos, Clodo_vis, Enéas (rest in Hell), Alans do Polegar, Cãezinhos dos Teclados e Agnaldos Timóteos vêm provavelmente de Marte, visto que ninguém nunca vota neles.

Homens honestos não entram pela política; preferem fraudar a previdência, adulterar combustível, comprar carta de motorista, jogar no Bicho, falsificar documentos (incluindo carteira de estudante), enganar tolos com seitas e livros de auto-ajuda, Burlar o rodízio de veículos, furtar material de escritório da empresa, adquirir muamba, ocupar o assento do idoso na condução, furar fila, jogar lixo no chão.

Não, não é o ser humano que naturalmente está corrompido pelo meio assim que traga pelas primeiras vezes os ares da nossa sociedade. Os políticos é que são o inferno.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Mini-reflexões vespertinas

Europeuzinho da Beija-Flor? / Nas próximas férias, cuidado com os brinquedinhos que vai levar. / Ganhe na mega-sena, perca amigos e não embolse o dinheiro. / Se não come apanha; se come, também. / Ah, se a moda pega aqui no Brasil (parte II). / Vai uma viagem turística a Jerusaguei aí? / Mil pintos a menos no país todos os anos. / Alguém receite Semancol a esse rapaz, por favor.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Reflexões vespertinas

01. O papa tá dando mais gafes que Lula e Bush juntos.

02. Pena que a nossa espécie não está nesta nada honrosa lista.

03. Enquanto uns vendem a virgindade (da filha), outros pagam votos pagando boquete.

04. Olho por olho, dente por dente; ficaremos todos cegos e banguelas.

05. Até o Zé Dirceu entrou na campanha!

06. Serra e a crise da USP: nem a Folha agüenta mais o Super_Vampiro

07. Kassab e os factóides, apocalípticos e integrados

08. Não é só esgoto que fede no Tietê; a incompetência também.

09. Vergonha na cara?

10. O Brasil é o país do futuro, partes I e II

11. Esta moda podia pegar aqui.

12. Os maiores spamzeiros da galáxia.

13. Simulação com balas de verdade? Só no Brasil mesmo. Espero que não matem ninguém na reconstituição.

14. Esses teletubbies nunca me enganaram (nem aos poloneses). Resta aos gorduchos boiolas o refúgio e a vingança na Austrália.

15. Minas Gerais será a nova potência olímpica?

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Tempo tempo tempo tempo

"Se elas [as viagens no tempo] existissem, os cientistas do futuro já as teriam descoberto e nossa época estaria cheia de turistas do tempo." (Stephen Hawking)

Pela Teoria da Relatividade, o tempo é uma dimensão – na verdade um conjugado espaço-tempo, o qual a gravidade deforma em escalas enormes de energia.

Quando nos movemos, deformamos esse espaço-tempo com nossa massa, interagindo com a gravidade. Por exemplo: os planetas são mantidos em suas órbitas devido à força gravitacional, entendida como encurvamento do espaço-tempo produzido pela enorme massa do Sol.

Segundo Einstein, uma certa quantidade de massa, como a de uma estrela, pode curvar até um raio de luz que passe por perto. Como a velocidade da luz não pode mudar, é o tempo que se adapta às curvaturas da paisagem.

Quanto maior a velocidade, maior a deformação do espaço-tempo, como uma bola de boliche rolando sobre um colchão macio. Digamos que, nesse âmbito, a curva é a menor distância entre dos pontos, como um atalho.

Deformando a quarta dimensão, o tempo passará mais devagar para nós do que para o resto do Universo: um astronauta num foguete numa velocidade próxima à da luz voltará da viagem mais jovem do que os que ficaram na Terra. Tudo porque ele pegou esse atalho cósmico, atingindo mais espaço em menos tempo.

Não existe velocidade maior que a da luz. Por isso, se conseguíssemos atingi-la (o que geraria um campo de energia suficiente para criar um buraco negro), o tempo simplesmente pararia para nós: atingiríamos uma singularidade temporal.

Ainda que uma viagem no tempo só seja possível com velocidades próximas à da luz (o que, pela equação E = mc², demanda uma quantidade monstruosa de energia), o que, pelo menos atualmente, inviabiliza tal empreitada, o fato é que ela é teoricamente possível. Ou seja, se conseguirmos viajar ao futuro, ele estará lá nos esperando. Caso não possamos ainda, ele continuará lá, do mesmo jeito.

Veja só a problemática: o futuro é um lugar que já está lá, assim como o passado ainda persiste. Imagine o termpo não como um fluxo, mas como algo estático. Lembra daquele negócio de que o movimento de um corpo depende do referencial? Pois então, é isso. Assim como os espaços existem o tempo todo, assim também são os instantes. Para um observador fora do Universo (um deus, digamos assim) o tempo seria como um rolo de filme estático, cena a cena, o qual ele pudesse ver inteiro.

E como fica o livre-arbítrio nessa história?

Esqueça filmes como De Volta Para O Futuro e concentre-se no tema. Pela teoria einsteniana, só podemos viajar para o futuro, uma vez que a Teoria da Relatividade, por si só, não dá margem a enigmas dessa ordem, pois em termos clássicos ninguém pode ser transportado ao passado. Não importa se um astronauta passeia em alta velocidade ou visita objetos densos: na volta, ele estará mais jovem, comparado às pessoas que ficaram em casa. Portanto pode-se falar que o viajante retornou ao futuro dos seus familiares. Mas não faz sentido dizer que o reencontro se deu no passado do astronauta, já que, para ele, o tempo também passou no sentido único tradicional, sempre rumo ao futuro.

Com os hipotéticos buracos-de-minhoca poderíamos viajar também para o passado, ou mesmo ir ao futuro e voltar antes da partida, além de outras maluquices. Mas como é apenas um devaneio dos cientistas, pois nunca foi observado nada parecido com um desses túneis, vamos manter o foco nas viagens para o futuro.

Só cabe aqui um adendo, que talvez possa até se desdobrar numa futura postagem: viagens ao passado têm outro problema que não o do livre-arbítrio – os paradoxos (que também trataremos a seguir, nas viagens futurísticas). Você pode viajar ao passado e matar o próprio avô antes que você nasça (o famoso “paradoxo do vovô”)?

Visto que o tempo não é uma sucessão de eventos, mas uma única explosão harmônica, tudo já aconteceu (e acontece continuamente); logo não há livre-arbítrio, uma vez que seu eu de amanhã já está fazendo o que você ainda acha que nem decidiu (e pelo jeito, nem vai decidir mesmo). Seremos meros peões do joguinho cósmico?

A saída para isso é tão ou mais inusitada: segundo os preceitos da mecânica quântica, como o Princípio da Incerteza e o Gato de Schrödinger, uma partícula (subatômica) pode estar em qualquer lugar até que se tente observá-la, pois qualquer instrumento de medida que usarmos acabará interagindo com ela.

Por exemplo: incidimos sobre um elétron algum tipo de radiação. Neste caso, quanto menor for o comprimento de onda (maior freqüência) maior a precisão. Contudo maior será a energia cedida pela radiação (onda ou fóton, tanto faz) em virtude da Constante de Planck (relação entre energia e freqüência da radiação) e o elétron sofrerá um recuo tanto maior quanto maior for essa energia, em virtude do Efeito Compton. Como conseqüência, a velocidade sofrerá uma alteração não de todo previsível.

Isso foi meio complicado, eu sei. Mas continuemos. O importante é que esse conceito pode ser usado como mote para uma alternativa à predestinação cósmica: universos infinitos que já existem. O multiverso.

Imagine que, assim como uma partícula subatômica, exista a probabilidade de você tomar qualquer decisão. Uma vez que a decisão é tomada, sua posição se revela e você segue o rumo normalmente. Há infinitos universos paralelos para cada decisão que você toma ou poderia tomar. Enquanto neste universo você está lendo este blog, outros vocês nas realidades paralelas estão fazendo outras coisas quaisquer, como tomar banho ou dormir.

Assim nós pularíamos de universo em universo, sabe-se lá como, a cada decisão; e as escolhas não feitas continuariam existindo nas dimensões alternativas.

E então, o que é mais bizarro: imaginar que não temos livre-arbítrio ou que possuímos infinitos clones em infindáveis universos paralelos, um para cada escolha possível em cada momento? Dá pra imaginar a quantidade de universos para todas as decisões de todas as pessoas que já viveram, vivem e viverão no mundo? Será que existem universos alternativos para os outros animais? Ou é mais terrível imaginar que tanto faz o que você fizar agora ou depois, visto que já está tudo predeterminado e seu eu de amanhã já está sentindo os efeitos das decisões que você irá tomar (na verdade, já tomou) e nem sabe?

São situações-limite para a mente humana, pelo menos por ora. Como pensar num universo infinito (como é algo sem fim?) ou finito (o que tem depois do fim dele?); ou imaginar a matéria por si só (ou Deus) com atributos eternos ou algo antes da singularidade/criação.

De qualquer forma, é fato que seu eu de amanhã, seja ele um só ou uma multidão, já está sentindo os efeitos do que você faz hoje, incluindo uma eventual tomada de consciência após ler este texto. E se você fizer inúmeras viagens no tempo, seja ao passado ou ao futuro, encontrará um de você para cada instante.

Agora o que pode acontecer quando duas da mesma pessoa se encontram (seja no passado ou no futuro, confirmando-os ou alterando-os,) já é assunto para outro post, quem sabe um dia. Quem sabe a dificuldade para a realização das viagens não seja um “seguro contra paradoxos” do Universo?

Este assunto vai longe, muito longe. E você, o que me diz?

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Reflexões vespertinas

Passeata a favor dos bingos: achei que fossem os velhos bingueiros reclamando o direito de se divertir. Ou José Serra, que parece gostar muito da coisa.

Enquanto isso, o pessoal da USP tá só na mamata: um verdadeiro parque aquático com direito a tobogã e cachoeira, ambos indoor.

Já nossos pobres jornalistas estão sem água: banho, só de Lula. Ou de apuração. Ou de isenção. Ou de objetividade. Ou de honestidade. Ou de liberdade.

Mas o certo é que o trabalho enobrece o homem: quase 150 japoneses sendo demitidos da vida por karoshi nas empresas; é uma pratica profissional comum por lá. Afinal eles não são nem comunistas, nem terceiromundistas. Se ao menos eles fossem goleiros...

Já no Brasil o negócio é tratar bem a clientela: Xuxa já sabia disso desde os áureos tempos.

Mas bom de mídia mesmo é o Eduardo Suplicy: além de ter parido o Supla, ser corno-manso e mandar umas baladas, agora ataca com hip-hop. É vergonha alheia demais pr’uma pessoa só; vamos dividi-la com o Capitão Kirk.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Habemus Papam!

Os melhores momentos do papa, com a cobertura mais relevante e essencial, você só encontra aqui.

Núncio presenteia papa com CD independente e quase comete gafe religiosa. Ronaldo se diz emocionado com a visita do papa ao Brasil. "Fábrica de santos" mantém ritmo de João Paulo 2º. Centenas de jovens já estão no Pacaembu; "água benta" custa R$ 2. Cambistas vendem "convites" para ver o papa no Pacaembu por até R$ 160. Jovem chora e diz que Papa é 'fofinho'. Pérolas de Zé Simão. Frank Aguiar assiste à canonização de Frei Galvão. Jovens esperam papa com rock, olas e gritos de guerra. Seita ameaça fazer protesto contra o Papa no Pacaembu. Padre Marcelo Rossi é barrado no Campo de Marte. Kassab entrega chave da cidade ao Papa. ONG católica defende aborto e preservativo. Torcedor pede ao Papa para tirar Corinthians da miséria. Emoção, empurra-empurra e até assalto marcam vigílias no mosteiro. O peregrino e sua cruz. Nossa Senhora das Embaixadinhas. Espera e decepção marcam passagem do papa por Potim. Deus exigirá satisfações de traficantes, adverte o papa. Polícia detém manifestantes anticristo que esperam por papa na basílica. Falso bispo se infiltra em evento com o papa. Evangelização da América foi encontro, não imposição, diz papa. Coletânea de frases de Bento XVI no Brasil. Para 'La Nación', visita do papa ao Brasil foi fracasso de público. Escondam as gravatas. Caminhada seria o segredo da boa forma de Bento 16. Aposentos usados pelo papa em Aparecida serão expostos ao público. Ciclista leva 25 dias pedalando para chegar a Aparecida. Bispo d. Celso diz que palavras de Bento 16 "são como um beijo". Comitiva de Bento 16 "esquece" dom Cláudio Hummes em basílica de Aparecida. Papa terá vinhos e massas no cardápio da viagem de volta ao Vaticano. Bento 16 toma suco e elogia pianista em almoço no seminário Bom Jesus. Após saída do papa, mosteiro de São Bento sofre tentativa de "invasão".

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Vicaris Filii Dei

Eu não ia falar nada sobre a vinda do papa; afinal é irrelevante, pra mim, o que ele pensa e diz (afinal sou ateu); e também o acho mais coerente do que os fiéis que tanto reclamam do reacionarismo dele.

All in all os neo-pós-pentecostais estão dominando tudo e o cash da igreja romana tá baixo; por isso nada melhor do que fazer uma visitinha aqui, e, por que não, canonizar um santo pra dar um up no catolicismo brasileiro.

Ser católico não é fácil; tem muita coisa pra seguir, tem que ir à missa obrigatoriamente uma vez por semana, não pode usar métodos anticoncepcionais “artificiais” tampouco ouvir rock (pra dizer o mínimo). Isso tudo soa anacrônico para o mundo moderno.

Por isso tantos migram para o espiritismo, que não exige nada e responde (pelo menos eles acham isso) a todas as questões, e para as igrejas-de-garagem-com-cadeira-de-praia, que permitem uma interação mais, digamos, catártica (com direito a encosto, línguas estranhas, choradeira e gritaria) e não exige muito além de dinheiro, com a promessa de prosperidade, poder, fama, etc.

Até entendo a inflexibilidade do papa: o terreno já está perdido; correr atrás dos pente[lho]costais é bobagem, vai parecer ridículo (alguém aí disse Renovação Carismática?) e, de mais a mais, se ele não afirmar a validade eterna de certos preceitos e a supremacia do catolicismo, quais seriam os motivos para alguém ser católico em vez de qualquer outra coisa mais atrativa? Bento 16 sabe das coisas: o negócio é segmentar o mercado, como já dizia seu ídolo Santo Agostinho (Cidade de Deus versus Cidade dos Homens).

De mais a mais ele não obriga ninguém a nada: não sou católico, nem ligo pro que ele pensa, por exemplo, em relação ao divórcio/ segundo casamento (segundo ele, uma “saúde e educação.

No mais, vai ser aquela punhetação na imprensa até domingo, quando ele vai embora, ou até surgir algo que renda mais notícias, como um desastre aéreo, o que vier primeiro. Talvez um desastre aéreo com o papa.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Eternidades da semana

E seu nome era Enéas: um tosco a menos. Pelo jeito, seu poder estava na barba; caiu, caput. E sem poder falar, porém largando suplente pouco votada no lugar. Quem será o próximo Rinoceronte Cacareco/ Macaco Tião? O último, creio, foi o Clodovil (affe). Ah, bons tempos em que dava pra escrever palavrão e desenhar pinto na cédula. Imagina o pessoal contando: Lula, Lula, Collor, pinto, palavrão, Collor, pinto... aposto que o Pintão levava fácil a parada.

Bingos e caça-níqueis: não falei que não ia dar em nada, que era só perfumaria? Apesar de a Polícia Federal do Lulão estar mandando bem, esses bingos são todos de políticos, e vão sobreviver navegando nos nebulosos oceanos de liminares.

Quebra de patentes: dá neles Lulão!

Eleições na França: finalmente acabou essa encheção; não sei porque isso era tão importante pro Brasil a ponto de a imprensa falar tanto. Enfim... ao contrário da América Latina, cada vez mais “vermelha”, a Europa segue seu caminho à direita.

Itaú tem lucro de R$ 1,9 bi no trimestre: quanto você lucrou até agora? Só sei que tenho grande parte nesse lucro deles, de tanta taxa que me cobram.