segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Nós estamos criando falsos grandes times

Assim começava uma espécie de editorial de José Silvério, que “invadia” o espaço do programa Na Geral, naquela quinta-feira após o título da Copa do Brasil de 2009, que Corinthians conquistara sobre o Inter-RS, ganhando na bola e no pau, sem tomar conhecimento do adversário.

Em seu depoimento, o Pai do Gol fazia um mea culpa, em nome da imprensa esportiva, sobre essa necessidade de inventar “o melhor elenco do país” a cada ano. Ele citava caso do próprio Internacional: fizera mais de 100 gols no Gauchão daquele ano, mas contra quem? Uma coisa é pegar os coitados do Brasil de Pelotas, que havia perdido jogadores importantes num acidente de trânsito, e enfiar 8 a 0. Outra é pegar o SCCP, que vinha invicto no muito mais difícil Paulistão (aquele Corinthians com certeza era o melhor time do país). Deu no que deu: aos 20min do primeiro tempo da segunda partida a fatura já estava liquidada.

E assim, faz quase dez anos que Inter e Cruzeiro já começam favoritos qualquer campeonato, mesmo com vexames como tomar coco do Mazembe e do lixão do Peñarol (em casa, de virada), ou perder uma Libertadores, também de virada e também em casa, para o fraco Estudiantes.

Com o Santos foi a mesma coisa: ganhou o Paulista mais chato de todos os tempos, em que 20 equipes se arrastaram por cinco meses, para então se classificarem oito, depois quatro, e aí a tediosa final com um Corinthians desanimado pós-Tolima, sem confiança, e ainda em restruturação. Mesmo assim, o gol do Neymar só saiu com um frangaço de Júlio Cesar.

Depois veio a Libertadores mais fácil desde 1981 (aquela em que argentinos e uruguaios caíram fora na primeira fase e o Atlético-MG foi operado pelo “flapito”, culminando com Flamengo jogando mata-matas contra Jorge Wilstermann, Deportivo Táchira e Cobreloa). Tem culpa o Santos? Nenhuma. Enfrentou quem veio e venceu. Só que, após quase nem passar da primeira fase, o muricybol apresentado contra adversários fracos, incluindo mexicanos de má vontade, deu a falsa impressão de “melhor time da América”.

Desde então o time entrou numa redoma, respaldado pela mesma lambeção de saco midiática que alça qualquer pivete a ídolo da seleção, a mesma que os protege, passa a mão na cabeça, condescendente até nos maiores vexames canarinho. São popstars, comem todas, bebem todas, têm iates, vão a mil baladas, são garotos-propaganda. E o futebol vai ficando em segundo, terceiro plano.

O problema é que na Europa não é assim. Veja Messi: sua humildade é reforçada por ele não ser incensado como Neymar é aqui, por exemplo. É cobrado tanto no Barcelona quanto na Argentina. Talvez por questão cultural, talvez por haver tantos craques por lá.

O fato é que, enquanto o Barça continuou treinando, se aperfeiçoando, buscando reforços, jogando Espanhol, Copa do Rei e Champions League, o Santos deitou-se na fama e abiu mão do dificílimo Brasileirão, sob a desculpa de se preparar para o Mundial.

Claro que deixá-lo de lado durante as finais da Libertadores era essencial; mas houve o ano inteiro depois, senão para tentar o título, manter o time “ligado”. Disputar, durante mais de meio ano, contra times fortes como São Paulo, Corinthians, Vasco, Flamengo e Fluminense, mais do que deixar o time cansado, deixá-lo-ia preparado minimamente para a pedreira que viria; haveria tempo para testar jogadores e esquemas táticos. Mais do que isso: as dificuldades mostrariam que as facilidades do primeiro semestre eram enganosas, o Santos não era tão melhor que o resto (discuto até se é o melhor time do Brasil mesmo, mas enfim).

Ficou óbvio que Muricy não preparou ninguém para o que viria. Parece que sequer estudou o adversário. Houve cinco meses para preparar o time, e ele me vem com três zagueiros. Só. A grande mudança, após meio ano de suposta preparação, foram três fucking zagueiros. Já os jogadores parecem ter acreditado na imprensa esportiva daqui, que, salvo pouquíssimas exceções, coisa de dois ou três mais lúcidos, diziam que o melhor time do país e do continente tinha chances de vencer sim, de jogar de igual pra igual, e que Neymar ia mostrar ao mundo, no duelo com Messi, que era o melhor.

Veio o jogo e as expressões de pânico de Danilo, Dracena e Durval, o DDD, mostravam a realidade: os "Meninos da Vila”, que são é um bando de véios refugados e outras equipes, caíram no conto da mídia e acharam que Puyol era grosso, era só marcar o Messi e Piqué nem era tudo isso. Veio o massacre catalão e os caiçaras pareciam esperar que Neymar resolvesse sozinho. Borges ficou isolado, Arouca não foi visto durante o jogo e Ganso foi displicente, pensando mais no dinheiro que na bola.

Pano rápido. A mesma imprensa agora ressaltava que o Santos era “só um time” (ué, seria o quê?) e o Barcelona, coisa de outro mundo, desrespeitando todo o trabalho de base do clube e toda a insistência de Guardiola em montar aquele esquema de carrossel. A vitória ficou parecendo um acaso, pra quem via o jogo no Brasil. “Ah, não tinha o que fazer”. Emprego fácil esse o de comentarista esportivo, não requer a menor coerência.

O fato é que qualquer time de ponta do Brasil, o Corinthians, por exemplo, com mais poder de marcação E VONTADE DE VENCER teria dado mais jogo. Provavelmente também seria goleado, mas não ficaria assistindo ao jogo entre o terror e a reverência.

Fica a lição pro jornalismo esportivo: estudem, meus caros, pois quase todo o elenco do Barça é montado na base, não é só questão de grana, é seriedade, é trabalho. Parem de iludir o menino Neymar, que ontem viu o bem que fez em ficar no Brasil dando rolinho nos coitados do Santo André. E chega de ficar passando a mão na cabeça dos jogadores, como se fossem pré-adolescentes. Futebol é jogo de homem.

As desculpas foram deprimentes: Muricy, cheio de marra, disse que a derrota não tinha nenhum peso. Edu Dracena, “nós demos nosso melhor”. Porra, você fica cinco meses se preparando (em tese) pra tomar dois gols em 20min, sem nem tocar na bola, e tá tudo bem?

Neymar, que havia poucos meses falara que o Santos tinha “encantado a América” (não, você é que tinha, seu time foi uma retranca feia de doer, que esperava sua resolução mágica) teve o choque de realidade de quem aprendeu o que era encanto de verdade.

Sim, foi vexame. Não pelo placar, mas pela postura. Do time e da imprensa. Menos mal que a torcida, que eu saiba, não embarcou nesse oba-oba em nenhum momento. Que mude essa cultura de que atletas e técnicos vencedores são intocáveis e jamais erram, jamais podem ser cobrados. E viva o Barça, provável melhor time de todos os tempos.

sábado, 26 de novembro de 2011

Os homens e os deuses são a mesma aposta.

[Finalzinho de 2010.]

[18h26min] Eu acordava de um sonho e ia comer batatas cozidas com atum, tipo aquelas saladas frias, enquanto esperava uma carne fritar. Enquanto isso lembrava de um sonho dentro de um sonho, no qual eu sonhava³ com uma Morte solene feito a d’O Sétimo Selo, com a aparência de uma carta de tarô, dizendo que ela era puríssima e verdadeira, e o homem mera imitação porque Deus nos fez simulacro dele mesmo, e mais, do Adão, do ser primordial. [18h27min]

Só sei que, ao redor, tudo era silêncio e treva.

[Final de 2010]

Sonhei que estava num terreno baldio bem extenso, com mais uma pessoa, quando começamos a ouvir uma voz sombria repetir inexoravelmente “qualquer dia é sexta-feira, qualquer hora é meia-noite”, quando veio correndo, do horizonte para a nossa direção, uma criatura monstruosa, quimérica, com partes de lobo, demônio e outros bichos. Começamos a correr em fuga, pulando arbustos, muretas e arames, até que essa pessoa que estava comigo e foi apanhada. Eu, covarde, para não morrer, comecei a entoar o coro maldito também. Apareceram então os caras da minha banda e mais uns amigos, e íamos fazer um show, acho. Um dos caras falava muito sobre nós, quando chegamos numa parte do terreno em que havia uma espécie de muro de vidro, com vários negros e três mulheres com roupas africanas, fossem de uma tribo ou dançarinas típicas. Elas pegaram nas minhas mãos, ficaram esfregando os dedos nos meus enquanto me faziam girar numa ciranda ao som de outro cântico estranho, com um nome que parecia ser de dança tribal. Deixei-me levar e enlevar, até perceber que meus dedos estavam inchadíssimos, grudados, queimados e grudados. Doíam demais! – e como eu iria fazer o tal show? Um dos meus amigos foi procurar ajuda no que parecia ser a praça central da cidade, mas eu só pensava em um bebedouro para molhar aquelas queimaduras. Então lavei aquelas mãos deformadas e desci escadas obscuras para não sei onde.

.Ph’nglui mglw’nafh Cthulhu R’lyeh wgah’nagl fhtagn.

[Últimos dias de dezembro de 2010]

Sonhei que estava num cenário típico das histórias de HP Lovecraft, mais precisamente Sombras Perdidas No Tempo. Aquelas coisas gigantescas, descomunais, em arquiteturas de pesadelo, ciclópicas e gotejantes, de pavor e aflição cósmica, criptografias monstruosas anunciando o inevitável despertar dos Grandes Antigos. E quer saber? Foi mais divertido, bem mais, do que aqueles sonhos em que você tenta resolver coisas do período de vigília… e também não consegue.

And in confusing anger, they fall so low.

[Último trimestre de 2010.]

[14h53min] Uma noite dessas sonhei que estava em uma estação de trem, uma que eu costumava freqüentar, quando, ao amanhecer, o sistema de som anunciou que havia um maníaco atacando mulheres em outra linha. Eu ficava te esperando, você não aparecia, eu me preocupava, até que você chegava e sentava, em silêncio, ao meu lado no trem. O vagão, que estava cheio de seres obscuros e indefinidos, feito aquele bicho preto do trem que a Chihiro pega no final do filme (a parte mais intrigantemente bela), parava em uma estação, as portas abriam e assim permaneciam por tempo suficiente para que eu pudesse ver, nos trilhos, uma criança deformada, com vestidinho de menina e cabeça virada feito a Linda Blair possuída, mas com um sorriso demente, perverso, diabólico, andando enviesada pela via permanente e batendo a cabeça deliberadamente nos dormentes, repetidamente. Então ela raspava as mãos nos pedregulhos até que os dedos virassem uma pasta sanguinolenta, e assim também infinitas vezes. A porta se fechava, começava uma briga entre os seres indefinidos. Eu olhava sua bolsa, dela escorria uma meleca: era o sumo de frutos apodrecidos que você carregava. A briga então me tomava: eu era atingido em cheio por um extintor de incêndio, que fazia jorrar meu sangue ao abrir meu crânio e fazer pender meu maxilar. Antes que o pesadelo acabasse eu ainda permanecia uns instantes, desfigurado, tentando entender tudo aquilo. [14h58min]

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Fascistas de direita, fascistas de esquerda

O bom/ruim das redes sociais é que um assunto se desgasta tanto, mas TANTO, em poucos dias, com o turbilhão de programas alternativos no YouTube, blogueiros ~formadores de opinião~, escrevinhadores de notas no Facebook e guerrilheiros de Twitter é tamanha que poupa este blog (e seu saco) de muito palpite meu.

Eu ia falar da USP, depois da maconha, depois da PM, mas em dois ou três dias eu já não aguentava mais a irracionalidade dos dois lados nem a profusão de vídeos e textos com A VERDADE SOBRE ___________ (complete com a polêmica de sua preferência).

É aluno, professor, político, policial, todo mundo desesperado pra se mostrar cabeça-feita, “Ei, eu tenho uma opinião, não sou manipulado!”. E, até que a imprensa, a mesma que todos amam odiar, consiga apurar fatos (após desviar das pedras reais e virtuais) e apurar as coisas até com certo atraso (em termos de internet), porém com embasamento e FATOS (basta notar a diferença entre este e este texto em relação ao resto), fica esse rebosteio todo.

Não vou chutar cachorro morto – no caso, quem clamou por Lula no SUS, Bope no Congresso, simples remoção de mendigos e viciados pra PQP, ROTA na FFLCH. O negócio aqui são as nuances, sempre mais perigosas.

Disso, ficam alguns postulados lamentáveis:

1. A esquerda exige uma venda casada.

Você precisa necessariamente abraçar umas porras de bandeiras que sei lá quem decidiu que são obrigatórias para a obtenção do diploma esquerdista: tem que apoiar maconha, movimento estudantil, feminismo, Cuba, etc., caso contrário (não pode nem questionar, hein), você vira “direitão enrustido”.

2. O preconceito são os outros.

Não pode fala que maconheiro financia o tráfico, que feministas são intransigentes ou que o movimento estudantil é coisa de vagabundo; mas falar que PM é tudo cuzão, que os antidroga são moralistas ou que os detratores da USP têm inveja é OK.

3. A imprensa é sempre reduzida ao absurdo.

Tal como a PM, a imprensa é evocada quando ELES querem: “Durante essa ação, a moradia estudantil (CRUSP) foi sitiada com o uso de gás lacrimogêneo e um enorme aparato policial. Paralelamente, as tropas da polícia levaram a cabo a desocupação do prédio da reitoria, impedindo que a imprensa acompanhasse os momentos decisivos da operação.”.

Ué, a imprensa foi | é | será hostilizada por eles, em quaisquer manifestações. Tudo é reduzido a Globo e Veja. Então fiquem com a incrível cobertura dos próprios estudantes. E pensar que, de longe, os melhores textos foram da Carta Capital e da Época, ou seja, jornalistas.

Essa baderna, essa desunião e esse despreparo mostram porque, no fim, é sempre a Direita que acaba mandando nos destinos do país. Eles sempre estão unidos pelo bem comum (deles), o poder, enquanto o resto fica nesse macartismo de sinal trocado. A witch! A witch!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Crepúsculo dos ídolos

Parece que artistas não sabem mesmo usar a internet; nisso estão no mesmo nível dos jogadores de futebol. Talvez porque ambos sempre tenham vivido uma relação distante com os fãs (e detratores), uma coisa eles-lá-e-eu-aqui.

Enquanto no futebol os boleiros-tuiteiros falam bobagens diárias, e depois precisam apagar os posts (rezando pra que ninguém tenha dado printscreen), dar desculpas esfarrapadas ou ficar se explicando pelo resto da carreira, os artistas, de quem, geralmente, se espera um pouco mais de esclarecimento e visão, estão na mesma toada – dir-se-ia pior, já que esses deveriam estar muito mais acostumados a todas as mídias.

Pois a coisa vem degringolando com as redes sociais. Se antes o que havia era artista consagrado como o Scott Ian, do Anthrax (que devia dar graças à net por alguém ainda lembrar-se dele), reclamando dos downloads “ilegais” ou gente ingrata que fez carreira na web e agora fala mal dela, como a Lilly Allen, agora a onda é queimar o próprio filme geral, mostrar que é realmente um babaca quando não está no palco ou na tevê (tá, alguns são babacas também lá, mas você entendeu).

Temos as categorias:

palpiteiro (Marcelo Tas, Edu Falaschi, Luiz Ceará, Tico Santa Cruz): esse artista-jornalista-apresentador-whatever acha que o mundo não pode girar em paz sem seus opúsculos virtuais de sabedoria, geralmente repletos de ressentimento tolo e pouca educação; pouco importa se ele é jornalista de esportes, vai comentar até sobre o colisor de hádrons na coluna dele.

malcriado (Luana Piovani, Roger Moreira, Marcos Kleine [quem?]): esse se adaptou mal, muito mal, à era em que qualquer pessoa pode criticá-lo diretamente, ou mesmo fazer um chiste. Claro que, se o cara é ofendido com @ e tudo, tem todo o direito de se ofender e se defender. Porém esses supracitados não só reclamam e “dão carteirada” (“eu faço sucesso”, “faz melhor“, “pelo menos já cheguei lá [err, aonde]?”), como às vezes xingam mesmo a qualquer menção a ele, por um narcisista pero inseguro search com o próprio nome ativado no TweetDeck.

jurássico (90% dos artistas): esse se limita a retuitar mídias em que ele aparece, ou dizer “indo pro show” e “a estreia foi legal”. Zero de interesse geral ou interação com os fãs (ou com a realidade); não sei que parte de “social” ele não entendeu.

A impressão que se tem é que, contaminados pelos mimos de puxa-sacos, empresários/patrões desde sempre, além da pouca opção de mídia de outrora (sem net ou TV a cabo), eles estão perdendo o bonde, enquanto artistas mais espertos estão evoluindo e adaptando suas carreiras a essa realidade inevitável em que o artista precisa entender melhor sua figura pública, seus fãs e sua relevância.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sein-zum-Tod

Pegou aquele Dia de Finados, meio cinzento, silencioso e, sobretudo, solitário – havia mais morte dentro de si do que em todos os cemitérios juntos, para uma insólita aventura: visitar alguns velórios de pessoas desconhecidas. Infiltrar-se como se fosse um conhecido só do morto, um parente distante daqueles que só aparecem em tais ocasiões, e procurar, na listagem à Administração, um nome que lhe fosse simpático. Daí era só se aproximar, com suas roupas casuais, discretas, sua fala monocórdia e seus gestos educados. Adentrava, olhava bem o defunto, tentava alguma empatia com aquela coisa rígida e amarelada, coberta de flores e impávida. Depois consolava a família mais próxima sob a luz das velas e o perfume dos crisântemos. Saía entre as coroas de “saudades eternas” e, após ouvir conversas nas diversas rodas de amigos e familiares que pareciam mais distantes, descobria coisas o suficiente sobre o morto para engatar algumas conversas. O resto era conseqüência, só deixar rolar. Ninguém ali estava em condições de questionar nada, nem ninguém. Quando enjoava, saía em silêncio e ia a outra sala, depois a outro cemitério. Enterros não lhe interessavam, a coisa era mais desbragada, menos solene, os gritos de desespero, o descaso dos coveiros, nada sutil. Queria a sintonia fina do interstício entre a morte e a morte além da morte. E, sobretudo, achava interessante alguém morrer justo no Dia dos Mortos, um clichê que, por sua ironia, não deixava de ser amargamente engraçado.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

É o que parecia: que as coisas conversam coisas surpreendentes, fatalmente erram, acham solução.

As redes sociais fazem com que a pessoa se sinta na obrigação de dar palpite sobre tudo, de mostrar conhecimento em qualquer assunto, pra não parecer desinformado ou alienado, pra não se sentir excluído das conversas.

Antes a coisa se limitava aos fóruns de discussão, fechados e reduzidos a especialistas, ou pelo menos gente que se interessava a fundo pelo tema dos tópicos. N’Orkut, com suas comunidades, idem.

Mas o curtir/compartilhar do Facebook e os comentários (anônimos, muitas vezes) nos sites de notícias faz com que pessoas às vezes insuspeitas cometam os maiores absurdos no afã, recheado de babaquice, de mandar um parecer polêmico, definitivo e inesquecível sobre os temas mais complexos, a fim de parecer cabeça-feita, combativo, militante de sei lá o quê.

E tudo piorou no Twitter: aborto, questão palestina, convocações do Mano, mecânica quântica, embargo norte-americano a Cuba, tudo morre em aforismos de até 140 caracteres. É o academicismo do slogan, com notas de Wikipédia no rodapé.

De repente ficou feio dizer “não sei”, “não tenho certeza”, “eu acho que” ou “não tenho opinião formada”... mudar de opinião, então, nem pensar! Não há mais debates, mas tão-somente palestras. Ninguém quer saber de discutir, aprender, etc.; é só descer dos céus feito avatar hindu e derramar sabedoria sobre os bárbaros.

Isso me lembra Dilbert para o Chefe De Cabelos Pontudos: O conhecimento em pequenas quantidades é mesmo uma coisa ridícula”.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Vens de vidas já vividas

Fiz conta no Flixter, Flickr
Usei script no Twitter
Fiz Last, Setlist.fm
Até no Yahoo! Meme
Tô sozinho no Favstar
Ninguém me dá estrelinha lá.

Entra no [chat do] Facebook?
Vô apagar o meu Flogão, meu Fotolog
Esqueci a senha do meu blog
Pra que serve o meu Orkut?

Linked IN | Branch Out
MSN | AIM | ICQ | GTalk
Lembra do Geocities?
Aceita aí o meu convite
Pra jogar o meu The Sims
Minha Colheita Feliz.

Klout | MySpace | SecondLife
MailDocWaveBuzz, quem agüenta +
Como é que se diz Tumblr,
Cadê mIRC | BBS | Friendster?
Chat do Humortadela?
Essa internet é uma favela.

Heello, qual seu Get Glue?
Pelo caminho vai ficando
Plurk | Que Pasa | Beltrano
- ALGUÉM ME TIRA DO BADOO!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Hoje em dia, somos todos escravos.

Em nossa sociedade pseudoliberal, porém cheia de pudores e coisas sob o tapete, é interessante observar que, enquanto o vício em drogas ilegais – começou com maconha, depois ecstasy, LSD, agora até cocaína vem se tornando aceitável nas festinhas de jovens*, sem falar nos psicotrópicos** – enquanto o álcool, conhecido pelo menos desde os tempos de Noé (o primeiro bebum registrado), é, ao mesmo tempo enaltecido entre jovens e velhos, seja como estimulante para tímidos, ansiolítico para “acelerados”, ou simplesmente prova de autossuficiência (“Eu bebo pra caralho uhuu!”) e condenatório a quem dele abusa.

[*Tá certo que cocaína mesmo era a puríssima, colombiana, que os yuppies cheiravam nos 1980s. Nada da farinha cara e ruim dos ripongos e disco-dancers, tampouco dessa tranqueira de R$ 20 que a molecada vem usando em qualquer boteco.

**Havia pouco quem usava qualquer tarja-preta era “maluco”, “gardenal” (olha o preconceito dentro do preconceito aí), hoje é GRAMUROZO falar
“ai, vou chapar de Rivotril”... perdi o momento histórico em que os remédios psiquiátricos passaram de estigmatizantes a assunto para as redes sociais.]

Ao mesmo tempo em que o toxicômano é tratado como doente, coitadinho, alguém que precisa de ajuda – e olha que, mesmo no esculacho institucionalizado em que vivemos, não é tão simples assim descolar farinha, pedra e pico –, uma vítima das fraquezas humanas, da necessidade de pertencer a grupos/tribos e de agradar a eles, o álcool, igualmente celebrado, estimulado e, importante, MUITO MAIS BARATO, LEGALIZADO E DE FACÍLIMO ACESSO, DESDE SEMPRE, se torna uma desgraça para o alcoólatra: este é taxado de vagabundo, bebum, lixão, podre, cachaceiro, pudim-de-cana, alguém [in]digno de pena, que se arrasta pela existência, que cai pelas ladeiras e jamais curar-se-á.

Aí vem a maior distorção de raciocínio: pensamos que as drogas pesadas, uma vez que a maioria de nós não faz uso delas, são inerentemente perigosas, sem que se perceba que a imensa maioria dos que usam cocaína, por exemplo, o faz de modo “recreativo”, sem dependência. Maconha, então, nem se fala. Até crack há quem consiga usar e sair do abismo.

Já o álcool, só porque todos bebem sempre, das reuniões familiares aos churrascos da firma, cai logo a pecha de “fraco” sobre o que abusa do “mé”; afinal, eu uso, você usa, todo mundo usa, por que ele não se controla?

Em vez de pensarmos que esse é justamente o perigo, a banalização/aceitação, além do fácil acesso e o baixo preço, que faz com que tantos se viciem e, pior, tenham imensas dificuldades em se cuidar.

Tenho muito mais compaixão pelo tiozão pobre que só se fode na vida e acaba viciado na cachacinha que serve de anestesia existencial do que o #ClasseMédiaSofre que enfia o nariz onde não é chamado e depois vai chorar as pitangas numa clínica particular.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Inútil paisagem

Meio-dia e seis.

Iam e vinham pessoas e trens nas plataformas da estação movimentada quando se deu conta de que as pessoas e até as máquinas pareciam apressadas demais, tão preocupadas com horários e destinos que nem se davam conta da extrema dor daquele céu de azul incrível.

Enquanto limpava com o lenço de seda o suor que escorria da testa e espantava as moscas oportunistas, cuspia a fumaça das locomotivas e levava esbarrões dos transeuntes absortos na rotina e nos compromissos e tentava fixar os olhos nos olhares alheios a ele e a tudo mais, no afã de receber um pouco de atenção silenciosa.

Pensava no vazio em que vagavam aquelas órbitas que pareciam fitar o Nada. Por que aquele súbito interesse na existência de estranhos? Sempre se considerara individualista, até egoísta, diriam alguns, imerso demais nos próprios planos, segredos, sonhos e problemas para pensar em gente que jamais vira e que provavelmente jamais veria novamente. Seria carência, solidão ou mero teste de quem não tinha o que fazer enquanto o próximo trem não vinha?

Sentiu falta de um cigarro. Os trilhos tremulavam sob o sol e o vento quente que descia espiralado e invadia as plataformas. Na espera, homens liam jornais, mulheres liam livros. Vendedores ambulantes e crianças maltrapilhas esperavam a fiscalização passar para vender e pedir coisas. Pensou mais uma vez no calor e se lembrou do quão distante estava de um banho.

O relógio da estação parecia ora avançar demais, ora nem se mexer. Pensava no gosto, no cheiro e nas profundezas de cada cidadão e cidadã que, longe de casa, buscava fazer sua vida e cumprir seus compromissos. Ninguém ali parecia passear. Ou então eram as condições precárias do transporte metropolitano que deixavam o cenho das pessoas tão grave.

Todos os pensamentos, porém, evanesceram com a chegada do trem. Tomou nas mãos uma lata de cerveja que estava em sua bolsa, mesmo sendo proibido o consumo de álcool na estação, e olho para o horizonte de prédios velhos e morros suburbanos cheios de barracos. Suspirou entre o alívio e a angústia e adentrou o vagão, se espremendo estoicamente entre os outros passageiros no vagão de trinta anos atrás.

Sentiu-se estranhamente livre sob o sol perpendicular daquele dia cortado ao meio feito fruta passada demais.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Fall of seraphs

Branco, loiro, de país rico
Terrorista?
De jeito nenhum!
É maluco, atirador, criminoso
Menos a alcunha dirigida aos muçulmanos
T E R R O R I S T A
Os quais, aliás,
Foram os primeiros culpados
Sem nem saberem de nada.
Ah, ele não é um cristão de verdade!
É um dissidente, pecador, maçom, darwinista
É agente infiltrado pela esquerda
Para denegrir a sacrossanta direita
Católica apostólica desumana
Mas tudo fica tão confuso!
Eles nem sabem o que pensar
Direita, cristão, loirão, ricão
Era pra matar pretos, bichas, árabes
Não outros loirões feitos anjinhos de Deus
Para a Igreja e para a Direita, só mais uma dezena
De cadáveres pra baixo de tronos e carpetes
Gabinetes e palácios, catedrais e parlamentos
E azar de quem morreu – e nem pode se defender.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

BraveMurderDay

_Oi.
_Oi
_Quanto tempo!...
_É, quanto tempo.
_Você não me reconheceu?
_Não, na verdade não reconheci.
_Por que, nem mudei, nem faz tanto tempo que nos falamos...
_Sei lá, tava desligado.
_Ah, tá.
_E então, tudo bem?
_Ah...
_Não, pelo visto.
_Não, e você?
_Nada bem também.
_Então por que sempre perguntamos coisas de que sabemos a resposta?
_E por que sempre respondemos o que supostamente a pessoa quer ouvir.
_Mesmo sabendo ser mentira.
_Pois é.
_Pois é.
_Ninguém nunca tá bem.
_E as pessoas devem estar em dúvida entre educação ou ouvir problemas banais?
_É, banais.
_Por que banais?
_Por que nossos maiores problemas são os mesmos desde sempre,
_Tipo desde o mais antigo da civilização?
_É e nada nunca foi resolvido.
_É, nada mesmo.
_Nem será.
_Pouco provável.
_Ah, então é isso.
_Fica bem, tá?
_Você também.
_Quer um drinque?
_Tipo uma noite, um açoite, um acinte?
_Sim, uma pura provocação.
_De sim ou de não?
_Hmmm de dúvida?
_De úmida língua no dissabor?
_De horror, de horror!

terça-feira, 19 de julho de 2011

A parte que coube em sorte aos filhos de José

Esperávamos a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. E ele havia me dito, em sonho ou delírio, que para ver Deus era preciso morrer. Viajar pelo empíreo, pelo cosmo, e deitar aos pés do Senhor, da Causa Primeira. Minhas filhas iam a contragosto ao culto, por isso às vezes eu precisava batê-las com uma vara, assim como manda a Bíblia. Era puro amor. As marcas de sangue pisado e punição eram o amor divino e a humildade perante a quem morreu por nossos pecados. As chagas no lado, os cravos nas mãos e nos pés, tudo era parte do plano. Éramos messias sem traição, só com amor e sofrimento, aquele que liberta, consome, purifica. E a purificação é sempre pela negação, pela entrega, pelas chamas, pela dor, pelo sangue, pela morte. A morte é a redenção, a via dolorosa. E o próprio Deus feito carne havia me dito que éramos todos pecadores e que precisávamos entregá-lo nossas almas; afinal pertenciam a ele. Por isso preguei meus amados filhos, com todo o fervor, com cavilhas de ferrovia, na cerca do jardim, furei com uma pá a costela de cada um e, por fim, para cumprir o plano perfeito do Deus Vivo, enforquei-me na árvore mais próxima, feito Judas. Estava consumado. O Paraíso nos esperava com os anjos e suas hosanas.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nem lembrança, nem saudade

Tudo que é antigo fica automaticamente legal. Foram-se os revivals dos anos 80s, chegaram os temidos 90s. Festa aqui, ali e acolá, naquele clima bêbado saudoso de porcarias e ”ai como minha pré-adolescência foi legal.”.

Nada mais chato do que a nostalgia da modernidade. Sei lá, talvez romancistas russos e filmes da nouvelle vague, mas enfim.

“Isso que era música, não essas porcarias de agora!”

Amigo, havia tanta ou mais porcaria. Só que você também era um porcaria, um moleque peidão e virgem que abraçava tudo que a então respeitável MTV lançava como moda. Para cada Cranberries ou Nirvana havia um monte de Lagoa 66, The Nixons e CBJr.

Por que se pintar de emo e usar roupas coloridas é mais vergonhoso do que vestir roupa de flanela em nosso calor tropical ou se entupir de batida de melancia e pogar em Killing In The Name no som mecânico?

Molecada que passou a década vestida de preto e xingando pagode agora se empolga pra ir à balada dançar a "dança da cordinha".

"Se você não se fodeu tirando música de ouvido no rádio, não gravou fitas Basf cheias de locutores falando merda no meio das músicas, nem teve vinis riscados e de prensagem péssima, você não foi feliz."

Porra! Que coisa mais contramão da História.

O público fica véio e bundão... e ainda cobra dos antigos artistas que mantenham a verve. Vai entender.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Jesus built my hot dog.

#1998

_Me vê um cachorro-quente, por favor?

_O simples ou o especial?

_Quanto é cada um?

_O simples é um real; o especial, cinco.

_Nossa. Ah, nem to com tanta fome assim... me vê o simples então.

_OK. Me dá a mão.

_O quê?

_Me dá a mão.

_Ei, por que você ta passando maionese na minha mão? Tá doido?

_Ó, e segura a salsicha direito, senão ela escorrega.

_Porra, mas cadê o pão dessa merda?

_Ah, então você quer o especial...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dictatorshit

Fiz este texto em 2008, numa tarde apenas, de cabeça (só consultei datas, nomes completos e números, pra conferir) para um trabalho de faculdade da ex-namorada (aka "finada") que fiz como ghost writer. Dado o tempo que tive, até que gostei do resultado.


1961–1964

Primeiro de abril de 1964. Após três anos de grande instabilidade política e insatisfação entre os conservadores de diversos setores da sociedade (civis, Igreja, militares, jornalistas, etc.), os militares tomaram o poder com um golpe pouco planejado e sem qualquer resistência do governo vigente, para surpresa dos próprios golpistas. Começavam ali os Anos de Chumbo, o mais longo período ditatorial da história do Brasil.

Desde a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961 (com a qual esperava voltar mediante o apelo popular e plenos poderes), o país vivia um período de conturbação. Seu vice, João Goulart, alinhado com movimentos sindicais e simpatizante do socialismo, era rejeitado pelos setores mais reacionários do empresariado, da Igreja e das Forças Armadas. Em 13 de março, seu comício na Central do Brasil (RJ), diante de 350 mil pessoas, assinou o decreto da reforma agrária. Foi a gota d’água para os udenistas arquitetarem a tomada do poder.

Com suas promessas de reformas de base na estrutura agrária, bancária, tributária, política e urbana do país (que desagradavam a direita), a crise econômica pela qual o Brasil passava (a crise do modelo de industrialização que vinha sendo usado desde a década de 1930 causou inflação alta e pouco crescimento), a conspiração da União Democrática Nacional (UDN), liderada pelo jornalista Carlos Lacerda (pivô do ocaso getulista) e o descontentamento militar por seu apoio à insubordinação de sargentos e cabos à hierarquia, o golpe era questão de tempo.

Com os EUA de prontidão para ajudar na instauração de mais uma ditadura na América Latina e o despreparo do governo, a despeito dos avisos dos aliados (Jango confiava em um suposto “dispositivo militar”, que acionaria militares fiéis a ele ao primeiro sinal de golpe), e a classe média nas ruas, com a infame Marcha da Família com Deus pela Liberdade (mais de 200 mil pessoas em São Paulo), o governo ruiu. No início de abril, quando os militares, liderados pelo general e golpista profissional (participara de uma tentativa de golpe em 1938) Olímpio Mourão Filho, invadiram o Palácio do Catete, Jango já havia fugido para o Sul, de onde iria para o Uruguai.


1964–1968

Sob a desculpa de manter a democracia (acabando com ela?) contra o perigo comunista, os golpistas (que se intitulavam “revolucionários”) começaram uma desarticulação dos opositores. Só naquele abril de 1964 tiveram seus direitos políticos cassados 41 deputados federais, 29 líderes sindicais, 122 oficiais militares e personalidades como o antropólogo Darcy Ribeiro e o economista Celso Furtado. Tudo com base no Ato Institucional Número 1 (AI-1), assinado em 9 de abril pela Junta Militar que governou provisoriamente o país, e que também determinou, por eleições indiretas, a posse da presidência pelo general Humberto de Alencar Castello Branco. Nos meses seguintes foram registradas 203 denúncias de maus-tratos em mais de cinco mil detenções. Começavam as torturas nos porões.

No ano seguinte o presidente Castello Branco baixou o AI-2, determinando que os processos políticos fossem julgados pela Justiça Militar, extinguindo o pluripartidarismo: os partidos deveriam se enquadrar na Arena (Aliança Renovadora Nacional), da situação, ou no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de oposição. Porém era tudo uma farsa, visto que todas as cassações já mencionadas e os constantes fechamentos do Congresso tornavam o bipartidarismo mera formalidade.

Em 1967, após mais dois Atos Institucionais, o AI-3 e o AI-4, respectivamente decretando eleições indiretas também para governador e uma nova constituição, tomou posse o segundo presidente do regime, o general Arthur da Costa e Silva. O pior não só estava por vir como já havia chegado.


1968–1974

Ato institucional Número 5: um documento com apenas quatro páginas e 12 artigos que mergulhou o Brasil em sua pior época. Decretado pelo presidente (já marechal) Costa e Silva, foi um golpe mortal contra a oposição, que, até então, tinha esperança de que a ditadura fosse algo provisório (como afirmava Castello Branco). Vitória da linha dura das Forças Armadas, que pressionou o presidente para tomar medidas drásticas contra a esquerda. Com o AI-5, o governo podia cassar mandatos eletivos, suspender direitos políticos, demitir ou aposentar juízes e outros funcionários públicos, proibir manifestações e suspender habeas corpus.

Assim, parte da esquerda viu no endurecimento da luta armada, com atentados, assaltos e seqüestros, a única forma de combater a ditadura. Mas o fato é que isso só piorava as coisas: quanto mais terrorismo, mais repressão, e vice-versa, num círculo vicioso de intolerância. E a situação da oposição se agravou mais com o afastamento, por problemas graves de saúde, de Costa e Silva: assumiu a presidência o linha-dura Emílio Garrastazu Médici, que eliminaria a luta armada com uma política de extermínio. Foram dizimados todos os grupos de resistência, notavelmente os de Lamarca, Marighela e a guerrilha do Araguaia.

Enquanto isso o Brasil vivia um ufanismo artificial com o sucesso da Seleção Brasileira na Copa de 1970 e o “milagre econômico”, com o crescimento econômico baseado em grandes obras feitas com grandes empréstimos (aberrações faraônicas como a Transamazônica) que cobrariam seu altíssimo preço na década seguinte. Enquanto a classe média comprava carro e televisão em cores, a oposição estudantil e sindical era torturada e morta no subterrâneo da sociedade.


1974–1979

Em 1974, quando o general Ernesto Geisel tomou posse, ao lado de seu braço-direito Golbery do Couto e Silva, sua situação parecia promissora. Não havia oposição, nem guerrilha, a economia crescia, só havia ditaduras de direita no continente. Mal sabia ele que seu mandato enfrentaria muitos problemas, a maioria causada pelo próprio regime militar.

Seu discurso de “lenta, gradativa e segura distensão” disfarçava a vontade de, unicamente, acabar com as tentativas de “golpes dentro do golpe” e disputas e poder naquela ditadura então já sem forma definida, na qual ele não reconhecia a “revolução” dos quais ele foi um dos mentores, recém-atacada pela crise do petróleo (quando a Organização dos Países Produtores de Petróleo, Opep, aumentou o preço do barril em 300%, como protesto ao apoio dos EUA a Israel na Guerra do Yom Kippur). O cuidado com as palavras da expressão revelava o desejo de manter a ordem das coisas, somente “largando o osso” quando fosse conveniente.

As indisposições de Geisel com militares da linha dura, seus desafetos de longa data (ainda que Geisel, nem de longe, fosse um progressista), a crise petrolífera (que desmanchou o “milagre econômico”) e as crescentes mortes nos porões (incluindo o jornalista Vladimir Herzog, caso mais notável), que contrariaram da Igreja ao governo Jimmy Carter, passando pela grande imprensa (que, num primeiro momento, fora favorável à ditadura) só confirmaram que a ditadura precisaria abrandar se quisesse sobreviver até a retirada segura (sem perigo de a Esquerda assumir).

Já em novembro de 1974 o MDB conseguiu quase 73% dos votos para senador e deputado, clara mostra de infelicidade dos eleitores com a crise econômica e com os abusos que finalmente vazavam à sociedade. A ditadura reagiu nos anos seguintes, criando leis como a dos governadores e senadores “biônicos” (indicados indiretamente) e a bizarra Lei Falcão (alusão ao criador, o ministro da Justiça Armando Falcão), que limitava a propaganda eleitoral unicamente a uma foto do candidato e um currículo narrado em off.

Em 1979, a inflação estava a mais de 100%; a dívida externa, a mais de US$ 50 bilhões. A linha dura continuava pressionando Geisel com torturas e atentados, para “mostrar quem mandava” e desestabilizar o processo de abertura. Esse foi o cenário no qual o general João Baptista Figueiredo assumiu o governo em 1979.


1979–1985

Figueiredo deu continuidade ao processo de abertura, com a Lei da Anistia (que também anistiava torturadores), a restauração do pluripartidarismo e as primeiras eleições diretas para governador desde 1965. A população ia às ruas pedindo liberdades democráticas; a grande imprensa, sem saída, se viu obrigada a tomar partido da campanha Diretas-Já. Eram as Forças Armadas voltando aos quartéis, não sem antes deixar, por eleições indiretas, o “coronel” José Sarney na vice-presidência, que, com a morte de Tancredo Neves, receberia de bandeja um país com inflação de três dígitos, ânsia por uma eleição e uma constituinte que só viriam dois anos depois, e, acima de tudo, esperança. Em qualquer coisa.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

And forgetful won't be able to forget.

_Olá, esta é mais uma reunião dos Esquecidos Anônimos.

_Olá, meu nome é... Almeida.

_Olá pessoal, dêem boas-vindas ao... Almeida.

(...)

_Vamos pessoal... boas-vindas, Almeida...

_Olá, Almeida.

_Oi, meu nome é Almeida e eu estou... estou... estava havia dois dias sem me esquecer.

_Esquecer do quê?

_Sei lá. Aliás, o que estou fazendo aqui?

_Almeida, volte aqui, calma!

_Quem é Almeida?

quinta-feira, 17 de março de 2011

Certo perdeste o senso; eu vos direi, no entanto...

Penso, logo palpito.

Desde a aurora da humanidade o ser humano tem seus achismos. Os gregos levaram isso ao estado de arte, virou uma ciência, a Filosofia. Arrumaram até escravos pra fazer o serviço sujo e pesado, para assim poderem desfilar de toga nas saunas mistas (hmmm) e sair achando coisas sobre tudo e todos e si mesmos.

Muita merda foi escrita, mas também muita coisa boa, instigante e que influencia a humanidade desde então.

E o que fariam os helênicos antigos se tivessem a internet, hein?

Especialmente as redes sociais, que propagaram a Palpitologia: munidos de Wikipedia, pesquisas no Google e manchetes (só manchetes) de Veja e Folha, esses sofistas 2.0 saem cheios de razão dando pitacos sobre cachorros em avião, propaganda neonazista em varejão, geopolítica, geologia, física nuclear, carnaval, Lei Rouanet, direitos de transmissão do futebol... nada escapa.

Ninguém se preocupa em se informar primeiro, muitos nem lêem os links, já retuitam, reenviam e a coisa mentirosa e capenga vai se alastrando.

Não importam os desmentidos, as análises de especialistas, nem você mesmo explicar: os palpiteiros vão repetir a ladainha por dias a fio, até que surja outro assunto para eles trollarem involuntariamente, achando que levam a luz do conhecimento aos porões obscuros dos povos bárbaros.

Por isso champz, nada contra opinar, mas não ostente ar de sabe-tudo (nem se souber tudo mesmo).

_E eu que reclamava dos caga-regras.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Warfare 2.0

Segunda Guerra Mundial no Twitter


1939
- Por que #Polônia está nos TTs?
- Por que tem vários judeus que pararam de acessar aqui?

1940
- Ih, parece que a @Alemanha invadiu o perfil da @França
- #Trampos – Indústrias na Alemanha – CV para @hermanngoering@wermacht.de

1941
- Quem vai à palestra sobre marketing de guerrilha do Goebbels na #cp de Varsóvia?
- Parece que a @Itália pediu ajuda no MafiaWars pra @Alemanha e pro @Japão

1942
- Todo mundo dando #FF nos @Aliados, galera
- Alguém tem fotos da briga de blogueiros que tá tendo em Stalingrado?

1943
- Parece que o atendimento tá péssimo lá em Auchwitz... net caindo toda hora.
- @Eisenhower tá na Twitcam galera!

1944
- A @França conseguiu recuperar a conta, adicionem ela de novo.
- Tenho convites pro Dia D, quem quiser mande DM.

1945
- Bad, bad server lá em Hiroxima e Nagasáqui.
- Saiu no TMZ que o @hitler cometeu tuiticídio, é verdade?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Você nem sequer se lembra de ouvir a voz

Seria este mais um post tumular sobre enterro, tristeza, distância e “frialdade inorgânica da terra”, não fosse a Veridiana, sem saber, me demover disso. Então vou falar do meu tio vivo, não morto. Afinal, morto, não é mais ele. Tiozão topetudo, vermelho de goró, fanático por armas, daqueles que há em toda família: toma todas, faz piada sem graça nas reuniões de família e fica enchendo o saco dos moleques, pegando no pinto e falando E AÍ JÁ TÁ SOLTANDO PORRINHA?, além de contar lorotas e tocar viola caipira. Umbandista-católico (é, né), tinha uma maritaca que falava É O PAI, É O PAI quando ele chegava e cantava Fuscão Preto. Tinha a esposa com mais cara de TIA (no melhor sentido da palavra), filhos tosqueira que me ensinaram muita porcaria (ah, os primos mais velhos), matou os cisticercos do cérebro à base de cachaça (!), petrificando os bichinhos, e ainda gravou um disco, sob a alcunha LARGA BRASA, num LP épico que tinha ~ EU DIGO QUE SIM NINGUÉM DIZ QUE NÃO EU DIGO QUE OSASCO É A CIDADE-SENSAÇÃO ~. Preciso dizer mais? MITO!

[ Não esqueça de que o título lá em cima é sempre um link, olha lá. ]

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vidahistóriaamor

[ 23h35min ] Quando nasci, minha primeira roupa foi um manto do Corinthians. Minha primeira memória é com a camisa do Corinthians. A primeira vez que chorei foi pelo Corinthians. Minha maior comemoração foi por causa do Corinthians. Tenho Corinthians tatuado no braço esquerdo. Se eu tivesse a chance de voltar no tempo, iria a Invasão Corinthiana. Corinthians, cem anos no Universo inteiro e infinito e eterno em minha vida. [ 21h37min ]

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A inteligência americana era, naquela época, essencialmente, e completamente, maluca.

Livros-reportagem: jornalistas aprendem a lê-los (teoricamente) na faculdade, não sei como funciona com as pessoas normais. Eu conheci esse gênero literário no sexto semestre, acho, com o new journalism de Truman Capote e Gay Talese. Pra quem não sabe, em linhas gerais, é o uso de narrativa romanceada na descrição de fatos reais. Algo como toscamente o Gil Gomes faz no rádio.

Enfim aprendemos a coisa como uma literatura policial, investigativa, cheia de nuances escabrosas e de mistérios. Porém sabemos que a vida pode ser inusitadamente divertida, de tão bizarra. Em Corações Sujos, de Fernando Morais, começamos intrigados com a burrice dos japoneses que não aceitavam que a Segunda Guerra havia acabado. Depois, damos risada com a incompetência do “esquadrão da morte” feito para matar os “infiéis” que duvidavam da vitória nipônica.

É o que acontece neste Os Homens Que Encaravam Cabras, de Jon Ronston. Pra quem gosta de teorias de conspiração (e não acredita nelas, por favor!), é uma diversão só. Não vi ainda o filme baseado nele, portanto falarei apenas sobre o livro.

Aliás nem preciso falar muito. Este parágrafo define a coisa toda:

“Talvez a história seja esta: no final dos anos 70, Jim, traumatizado com a Guerra do Vietnã, buscou emergência no movimento do potencial humano da Califórnia. Ele trouxe suas idéias de volta os Exército, e eles sensibilizaram o alto comando, que jamais havia visto a si próprio como a Nova Era, mas, para quem, em seu desânimo pós-Vietnã, fazia sentido.”

Quem estiver familiarizado, então, com clássicos conspiratórios como MK-ULTRA, Terra-Oca, Controle Mental e afins, vai delirar com militares de alta patente tentando atravessas paredes de quartel e matar cabras com a fonte do pensamento.

Engraçado e perturbador, mostra que a maluquice humana é mesmo ilimitada.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Investigações filosóficas

(...)

Fábio Vanzo diz (17:24):
dor nas costas e aí?

Mariel Moura diz (17:25):
dor nas costas [2]

Fábio Vanzo diz (17:25):
comeu tatu?

Mariel Moura diz (17:25):
na terra tatu caminha

Fábio Vanzo diz (17:29):
jacaré no seco anda?

Mariel Moura diz (17:29):
veio a pouco de fora?

Fábio Vanzo diz (17:30):
tem posto aí atrás?

Mariel Moura diz (17:32):
gosta de banana ou só caqui?

Fábio Vanzo diz (17:32):
setembro chove?

Mariel Moura diz (17:34):
bate uma com mamão pra mim?

Fábio Vanzo diz (17:34):
quer levar uma cunhada minha no cinema?

Mariel Moura diz (17:35):
opinião é igual bunda, dá a sua?

Fábio Vanzo diz (17:36):
sabia que aprender uma piada é preciso cair? então segura aqui que você não cai.

Mariel Moura diz (17:37):
se eu cozinho todo mundo come.

Fábio Vanzo diz (17:37):
se eu cozinho eu não lavo

Mariel Moura diz (17:38):
desculpe as bolas fora.

Fábio Vanzo diz (17:39):
conhece a bua botelho pinto, esquina com a timelo rêgo? lá tem dois japas, seu kumiama e seu kumiké

Mariel Moura diz (17:39):
você corre ou soca a minha?

Fábio Vanzo diz (17:40):
sua mãe é puta do seu pai?

Mariel Moura diz (17:41):
sua mãe seu pai minha tia na cozinha.

(...)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eternidades da semana

01. São Paulo eliminado pela quinta vez seguida da Libertadores, Rogério Ceni dando piti e chorando.

02. Santos campeão da Copa do Brasil com o maior número de derrotas entre os vencedores da competição.

03. Palmeirenses, que, como os demais, desdenharam da vinda de Ronaldo para o Corinthians, agora querem o Ronaldinho Gaúcho.

04. Debate-palhaçada na Band, como sempre, e gente no Twitter levando a coisa como se fosse briga de torcida, como nunca.

05. Plínio, o Rinoceronte Cacareco desta eleição.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Agora já se paga os pecados com carnê mensal.

veri. diz (17:10):
Deus não trabalha às sextas

Fábio Vanzo diz (17:10):
Por que não?

veri. diz (17:11):
Pq não

veri. diz (17:11):
eu queria ser Deus para não trabalhar às sextas

Fábio Vanzo diz (17:12):
aliás deus não trabalha, né
é o chefe
tem todas as ordens angélicas pra trampar pra ele
anjos, arcanjos, querubins, serafins, dominações, tronos, potestades

veri. diz (17:13):
poisé

veri. diz (17:13):
nós somos meros servos

Fábio Vanzo diz (17:13):
e ainda empregou o filho... nepotismo
e ainda viola o estatuto deixando uma pomba no escritório

Fábio Vanzo diz (17:14):
não, nós somos os CRIENTES
a gente pede, paga e recebe (ou não)

Fábio Vanzo diz (17:14):
a bíblia é tipo o direito do consumidor

veri. diz (17:15):
HAHAHAHAHAHHAHAH

veri. diz (17:15):
mto bom!

veri. diz (17:15):
vamos chamar o IDEC

Fábio diz (17:17):
Acendi vela
Fui pra aparecida
paguei dízimo
ajoelhei no milho
num trepei na quaresma
açoitei minhas costas
e cadê minha BMW seu deus?
NÃO DESLIGUE, SUA ORAÇÃO É MUITO IMPORTANTE. AGUARDE.

Fábio diz (17:18):
aí toca a música de fundo
HOSAAAAANA HOSAAAAAANA HOSAAAAANA NAS ALTUUURAAAASSSSS

veri. diz (17:19):
ahahhahahahahahahhahaha

veri. diz (17:19):
mto bom!

Fábio diz (17:20):
Olha senhor, epa, o Senhor sou eu, lamento, mas já deu o toque das ave-marias, são 18h, retorne a rezar amanhã. Ah, e consta aqui no sistema que você tem pecados não confessados em pendência. cortaremos sua alma em 30 dias.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sandinista!

Fábio Vanzo diz (15:51):
Audioslave >>> RATM

Diego diz (15:51):
AFF vou dar block

Diego diz (15:51):
vai começar...

Diego diz (15:52):
nem vc acredita nessa merda que tá falando

Fábio Vanzo diz (15:53):
ah vá RATM num tem nada demais além dois foin ion ion de guitarra do tom morello que o eddie van halen já fazia quando ele nem tinha pelo no saco

Diego diz (15:54):
tchau.

Fábio Vanzo diz (15:54):
levando block em 3, 2, 1


[ Diego bloqueia Fábio Vanzo ]


Diego diz (15:58):
vai parar?

Fábio Vanzo diz (15:59):
=X (glup!)

Diego diz (16:00):
HAUHEUAHEUAHUEHA

Fábio Vanzo diz (16:01):
detalhe que nunca ouvi um disco, mas beleza

Diego diz (16:01):
do RATM?

Fábio Vanzo diz (16:01):
é

Diego diz (16:01):
tá zuando, mano

Diego diz (16:01):
AFFF

Diego diz (16:01):
acho que vou bloquear nossa amizade pra sempre

Fábio Vanzo diz (16:02):
:'(
vai me discriminar? eu não tenho preconceito por você ser gay, aceito de boa

Diego diz (16:02):
UHAUEUAEAAEUAHAU

Diego diz (16:03):
respeita?

Fábio Vanzo diz (16:04):
você não
o RATM não me incomoda
exceto quando você tá esperando um show gratuito, tipo charles miller, aí aquela molecada de camisa do slipknot bêbada de 51 c/ dolly começa a pogar com killing in the name no som mecânico

Diego diz (16:04):
HUAEHUAUEAUHEA

Diego diz (16:04):
isso é ozzzz mesmo

Diego diz (16:04):
mas é muito louco

Diego diz (16:05):
as letras são as mais comunas possíveis

Diego diz (16:05):
e sem soar adolescente.

Fábio Vanzo diz (16:05):
vou baixar aqui
começo por qual?
(mas aviso que tem mó fila de coisas pra ouvir... monte de black metal, o solo do noel gallagher, etc.)

Diego diz (16:06):
o primeiro

Diego diz (16:06):
homônimo

Diego diz (16:06):
sério

Diego diz (16:06):
é muito bruto

Diego diz (16:06):
e escuta leendo as letras

Fábio Vanzo diz (16:06):
é o mayhem comunista?

Diego diz (16:06):
muito mais

Fábio Vanzo diz (16:08):
engraçado que no metal as bandas comunas são só as de grindcore
napalm death, agathocles, SOD, pungent stench...

Fábio Vanzo diz (16:09):
aliás qual é o primeiro disco 100% comuna?

Fábio Vanzo diz (16:09):
clash?

Diego diz (16:10):
coletânea d' A Internacional em 12 línguas editada na URSS

Diego diz (16:11):
só pros fera

Fábio Vanzo diz (16:11):
HAUAHAUAHUAHAUHAUHAUAHAUAHUAHAA

Diego diz (16:11):
mas tem uma banda de rock italiana que é super comuna e fazia um certo sucesso nos anos 70

Diego diz (16:11):
esqueci o nome

Fábio Vanzo diz (16:11):
o CD dos campeões?

Diego diz (16:11):
o CD da vitória

Fábio Vanzo diz (16:12):
vou montar a banda POL POT e seus Khmers

Diego diz (16:12):
Isso aí é teta

Diego diz (16:12):
Quero ver vc montar uma chamada Adolfo e a conta de gás

Fábio Vanzo diz (16:12):
AHUAHAUAHUAAHAHUAHAUAHUAAHAHUAHAUA

Fábio Vanzo diz (16:13):
tinha uma em brasília que era filhos de menguele

Fábio Vanzo diz (16:13):
pré-raimundos

Diego diz (16:13):
mas a melhor, sempre, será a DIDI SUBIU NO CRISTO

Diego diz (16:13):
caralho, mano

Diego diz (16:13):
uaheuaheuhahueahea

Fábio Vanzo diz (16:13):
inigualável

terça-feira, 27 de julho de 2010

Reflexões futebolísticas vespertinas

01. Por que santista reclama de tanto complô e comemora a convocação da seleção?

02. Por que palmeirense só acompanha a imprensa pra falar mal dela (complô 2)?

03. Por que os corneteiros nunca estão satisfeitos com nenhuma convocação?

04. Por que os corneteiros nunca estão satisfeitos com nenhuma escolha de técnico?

05. Por que o Corinthians é tão invejado e nunca deixa de ser assunto entre os rivais?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Eternidades da semana

Bruno.

Polvo.

Mércia.

Serra.

Dilma.

Piritubão.

Dia Internacional Do Rock.

Pearl Jam tirou férias.

Bon Jovi e Rush vêm pro Brasil.

Sei lá, preguiça de pensar na décima.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Relatividade geral | restrita

Conversando com Walter Hupsel pelo Twitter, me vi confrontado com um pensamento assustador: uma situação na qual não consigo escolher um lado, um certo/errado, tomar um partido. Coração e mente se dividem. No caso foi relativismo cultural versus absolutismo cultural. Por exemplo, burqa, mutilação genital, infanticídio... onde termina o respeito pela cultura de cada etnia e começa o respeito à vida em geral? É mais difícil do que parece. Quanto nossa percepção sobre o que é tão diferente? E o que pensam de nós? Entre o preto e o branco há tantos tons de cinza... nessas horas o cérebro dá pane, entra em pânico, e foge para outros pensamentos de quaisquer desventuras.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Que beleza!

01. Brasil fora.

02. Argentina fora.

03. Paraguai fora.

04. Uruguai fora.

05. E a Copa América vira Eurocopa.

06. Nome e camisa não ganham jogo.

07. No máximo um juiz ruim.

08. Alemanha, com sua Divisão Panzer, é favoritíssima.

09. Futebol conciso, coeso, correto, parece que o técnico Catota é revisor.

10. Cabô. É tetra.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Futebol é a inteligência em movimento.

01. Dunga é tosco, chucro, cabação, burro e patético.
02. Os maus jogadores o apoiaram porque sabiam que estava lá por bondade.
03. Os crentes fizeram panelinha e se mataram na punheta, aposto.
04. Ninguém reclamou porque estava isolado, só se fosse chiar por telepatia.
05. Time “competitivo” (retranqueiro) nem mostrou bom futebol, nem foi vitorioso.
06. Quem acha que Dunga é Brizola, anacrônico, porque azedou a Globo, morra.
07. Cadê os patriotas sazonais? Não vi nenhuma camisa canarinho...
08. Engraçado os crentes metidos a bons moços perderem a cabeça tão facilmente.
09. Prefiro perder jogando bem a perder jogando mal.
10. Vai Corinthians.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

The gentle art of making enemies

Fábio Vanzo diz (16:05):
sobre a claudia leitte, ela está no topo da minha lista de pessoas que, se eu encontrar, chuto a canela

veri. diz (16:05):
eu tb

veri. diz (16:06):
se eu estiver de carro, eu passo por cima.

veri. diz (16:06):
chata da porra

Fábio Vanzo diz (16:06):
claudia leitte
luciano huck
eliana
maria lídia

veri. diz (16:06):
hahahaha

veri. diz (16:07):
a maria lídia tá tão velhinha, coitada

veri. diz (16:07):
eu passaria por cima da sandy

veri. diz (16:07):
do junior

veri. diz (16:07):
da wanessa camargo

Fábio Vanzo diz (16:07):
josé serra
kassab
tico santa cruz

veri. diz (16:07):
do zezé di camargo

veri. diz (16:07):
do luciano

veri. diz (16:07):
boa, tico santa cruz tb

Fábio Vanzo diz (16:07):
esse eu passava em cima, voltava e passava de novo

veri. diz (16:07):
da xuxa

veri. diz (16:07):
hahahahahahah

Fábio Vanzo diz (16:07):
xuxa! boa
da xaxa tb

veri. diz (16:08):
HAHAHAHAHAHHA

veri. diz (16:08):
só pra não restar nada da espécie

Fábio Vanzo diz (16:08):
jô soares
carlos vereza
reinaldo azevedo
seu jorge
dunga

veri. diz (16:09):
o que o carlos vereza fez?

veri. diz (16:09):
REGINA DUARTE!

veri. diz (16:09):
gugu liberato

veri. diz (16:09):
amaury jr.

Fábio Vanzo diz (16:09):
foi no jô e praticamente falou "eu dou a bundinha pro josé serra"

Fábio Vanzo diz (16:10):
pô, coitado do amaury

veri. diz (16:10):
hahahahhaha

veri. diz (16:10):
odeio ele

veri. diz (16:10):
bêbado escroto

Fábio Vanzo diz (16:10):
ó, pega leve, não é assim não, hein

veri. diz (16:10):
ah meu, o amaury é escroto

veri. diz (16:10):
GEISY ARRUDA

Fábio Vanzo diz (16:11):
luciano do valle
galvão bueno
datena
rezende
marcos hummel
ferreira gullar
joão ubaldo

veri. diz (16:11):
paulo coelhoooooooooooooo

veri. diz (16:11):
dan brown

Fábio Vanzo diz (16:12):
ah, eu acho ele inofensivo
ah, vale internacional?
tony scott
michael bay
todas as nêga loira e os negão de dente-de-ouro do R & B
aerosmith (com requintes de crueldade)

veri. diz (16:12):
as nega lora eu tb ia com força

veri. diz (16:13):
e nos negão tb

veri. diz (16:13):
rihanna

veri. diz (16:13):
chata da porra

veri. diz (16:13):
paris hilton

Fábio Vanzo diz (16:13):
boa

veri. diz (16:13):
lindsay lohan

veri. diz (16:14):
milley cirus

Fábio Vanzo diz (16:14):
berlusconi
pô, deixa a hannah montana (tem um episódio dos simpsons que aparece a "alaska nebraska" hahaha)

veri. diz (16:14):
hahahah

veri. diz (16:14):
odeio ela

veri. diz (16:15):
quércia

Fábio Vanzo diz (16:15):
quércia, boa

veri. diz (16:15):
michel temer

veri. diz (16:15):
maluf

Fábio Vanzo diz (16:15):
todos do CQC

veri. diz (16:15):
TODOS!

Fábio Vanzo diz (16:16):
a golpes de DVD do jota quest

veri. diz (16:16):
HAHAHAHAHAHAHAHAHHAAH

veri. diz (16:16):
CHICLETE COM BANANA

veri. diz (16:16):
esse seria na base da paulada

veri. diz (16:16):
asa de águia

Fábio Vanzo diz (16:16):
pô, dança da manivela

Fábio Vanzo diz (16:17):
eu dancei em 98 em porto seguro :$

veri. diz (16:17):
AFFEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

veri. diz (16:17):
:|

Fábio Vanzo diz (16:21):
:| veja bem, eu posso explicar

Fábio Vanzo diz (16:21):
era viagem de formatura, eu era da galera do metal, mas eu e mais três combinamos "mano, tamo aqui, num tem jeito, é só não deixar ninguém fotografar; o que acontece aqui, fica aqui"

Fábio Vanzo diz (16:22):
aí tava bombando carrinho de mão também
e vi show do tchan, do cheiro de amor e do então desconhecido nativus (eca, odeio reggae)

Fábio Vanzo diz (16:22):
aliás se tocar reggae eu volto e te assombro por toda a sua vida

Fábio Vanzo diz (16:23):
é a única unanimidade do bresser: todos abominam

veri. diz (16:25):
meu

veri. diz (16:25):
CARRINHO DE MÃO NÃO

veri. diz (16:25):
reggae nem fudendo

veri. diz (16:25):
morro de desgosto se tocar

Fábio Vanzo diz (16:26):
reggae eu volto da tumba só pra matar a golpes de enxada quem estiver tocando no meu enterro

veri. diz (16:26):
HAHAHAHAHAHAHAHAHA

veri. diz (16:26):
eu tb

veri. diz (16:26):
mato afogado na privada

Fábio Vanzo diz (16:27):
levanto, coloco o cara no caixão no meu lugar, mijo em cima e enterro.

veri. diz (16:27):
ahahahha, eu acho que afogo antes em alguma privada cagada

Fábio Vanzo diz (16:28):
depois desenterro só pra profanar o cadáver, empalo e deixo pros urubus

veri. diz (16:29):
ahahahahhaha

veri. diz (16:29):
manda pra bahia

veri. diz (16:29):
pra se decompor naquele calor da porra

Fábio Vanzo diz (16:29):
(posso colocar nossa lista de pessoas chutáveis no meu blog?)

Fábio Vanzo diz (16:30):
e colocar uma placa INRI em cima
Imbecil Néscio Ridículo Idiota

veri. diz (16:31):
HAHAHAHAHAHAHHAHA

veri. diz (16:31):
COLOCA!

veri. diz (16:31):
néscio é legal

veri. diz (16:31):
adoro

veri. diz (16:31):
acrescentando:

veri. diz (16:31):
portioli

Fábio Vanzo diz (16:31):
pô, mas ele apresentou o inefável XAVECO!

veri. diz (16:32):
AHAHAHHAHAHAHAHA

veri. diz (16:32):
NÃO DÁ

veri. diz (16:32):
marcelo augusto tb

veri. diz (16:32):
zschxeila carvalho

veri. diz (16:32):
zschxeila mello

Fábio Vanzo diz (16:33):
szcheila mello nada contra
alexandre pires merece duas bicas, um pedala e uma paulistinha por ter chorado no tólinho do bush

veri. diz (16:33):
AFFEEEEEEEEEE

veri. diz (16:33):
merece mtos

veri. diz (16:34):
dado dollabella

veri. diz (16:34):
deborah secca

Fábio Vanzo diz (16:35):
paulinho vilhena
miguel fallabella
tom cavalcante

veri. diz (16:35):
nossa, paulinho vilhena merece mto!

veri. diz (16:35):
marcos mion!

Fábio Vanzo diz (16:36):
a equipe do manhattan connection (dois viado e dois véio broxa) merece um tomahawk logo no estúdio

Fábio Vanzo diz (16:36):
arnaldo jabor

veri. diz (16:36):
tb acho!

veri. diz (16:36):
mulher melão

veri. diz (16:37):
mulher maçã

veri. diz (16:37):
mulher melancia

veri. diz (16:37):
mulher pqp

Fábio Vanzo diz (16:37):
mulher____________ (insira aqui sua fruta)

veri. diz (16:37):
isso

veri. diz (16:38):
adriana bombom

Fábio Vanzo diz (16:38):
todos os funkeiros, animadores de auditório, cobradores de ônibus, modelos & manequins, analistas de mídias sociais, probloggers
todos os jornalistas, economistas, advogados e médicos

veri. diz (16:39):


veri. diz (16:39):
jornalista não

veri. diz (16:39):
não sobra nem a gente

Fábio Vanzo diz (16:39):
;) a gente usa caneleira

veri. diz (16:40):
todos os ex-bbbs

veri. diz (16:40):
a fernanda young

Fábio Vanzo diz (16:40):
todos os atendentes de telemarketing, vendedores de calçado, quem trabalha com RH

Fábio Vanzo diz (16:40):
putz, fernanda young eu dava uma voadora double dragon

veri. diz (16:40):
AHAHAHAHA

veri. diz (16:41):
eu arrancaria cada fio de cabelo

Fábio Vanzo diz (16:41):
luis fernando guimarães, pedro cardoso, regina casé, álvaro pereira jr., andré forastieri, josé flávio jr. e toda a imprensa musical

Fábio Vanzo diz (16:43):
publicitários que fazem comercial de carro

veri. diz (16:44):
todo mundo da CET

Fábio Vanzo diz (16:45):
funcionário público em geral

veri. diz (16:45):
todos

Fábio Vanzo diz (16:46):
eu ia falar FHC, mas esse aí já morreu

veri. diz (16:46):
FHC merece

veri. diz (16:46):
collor tb

veri. diz (16:46):
mas acho que o collor saiu por muito menos

veri. diz (16:46):
hj a coisa é pior e não falam nada

veri. diz (16:46):
genoino

veri. diz (16:46):
palocci

veri. diz (16:46):
todos eles

Fábio Vanzo diz (16:47):
também acho
só a privataria e a compra de votos pra reeleição já merecia um guantânamo pro FHC

veri. diz (16:47):
total

veri. diz (16:47):
maitê proença

veri. diz (16:47):
ódio dessa mulher qdo alguma vez minha tv caía no saia justa

Fábio Vanzo diz (16:48):
pô coitada

Fábio Vanzo diz (16:48):
adriane galisteu
hebe camargo
dercy gonçalves eu desenterrava só pra chutar

veri. diz (16:48):
hahahaha

veri. diz (16:48):
a hebe não, tadinha

veri. diz (16:48):
ela já tá quase lá

veri. diz (16:48):
IVETE SANGALO

Fábio Vanzo diz (16:48):
haahhahaha

Fábio Vanzo diz (16:48):
nuossa, ivete

Fábio Vanzo diz (16:48):
surra de remo

veri. diz (16:48):
essa eu ia bater mto

veri. diz (16:49):
ahahahahahahahah

veri. diz (16:49):
mahahhahahahahahahahahahaha

veri. diz (16:49):
paulada

veri. diz (16:49):
bater a cabeça na parede

Fábio Vanzo diz (16:49):
fazer vivissecção

veri. diz (16:49):
muito

Fábio Vanzo diz (16:50):
ahmadinejad
todos os governantes de israel
todos que participam de ou fazem comédias românticas
quem gosta de kaiser

veri. diz (16:53):
hahahahhahaahhaha

veri. diz (16:53):
quem gosta de cerveja sem álcool

veri. diz (16:53):
quem trepa de meia

Fábio Vanzo diz (16:53):
trepar de meia é foda

Fábio Vanzo diz (16:53):
quem toma café descafeinado

veri. diz (16:53):
HAHAHAHAHAHA

veri. diz (17:00):
FAUSTÃO

Fábio Vanzo diz (17:00):
ah o faustão tem crédito pelo passado de glórias

veri. diz (17:01):
nem fudendo!

Fábio Vanzo diz (17:01):
pô, perdidos na noite!

veri. diz (17:02):
não, não tem salvação

veri. diz (17:02):
mara maravilha

Fábio Vanzo diz (17:02):
boa

Fábio Vanzo diz (17:06):
quem fica pedindo coisa pro cafeworld mafia wars colheita feliz e o caralho a 4 EU NÃO JOGO ESSAS PORRA!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Em silêncio, por favor.

O futuro da música é o silêncio.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Cancion por la unidad de Latino America

Fábio Vanzo diz (13:46):
mercosul >>>> primeiro mundo

m_moura diz (13:46):
copa sulamericana >>>>>>>> eliminatórias >>>>>>>>>>> champions league

Fábio Vanzo diz (13:47):
AL gozando na cara geral na copa

m_moura diz (13:47):
vai LATAM

Fábio Vanzo diz (13:49):
go simón bolívar, che, lamarca, picanha malpassada

m_moura diz (13:52):
go amazonia, escobar, kishners, generais, maldivas

Fábio Vanzo diz (14:00):
go farcs, bresser, lulão, maria-mole, juliana paes, maradona

m_moura diz (14:05):
go foro de sp, haxixe, neo-comunas, xuxa, anti-imperialistas, petróleo

Fábio Vanzo diz (14:06):
go mst, foz do iguaçu, soda stereo, gabriel garcía márquez, hugo chávez, allende eterno

m_moura diz (14:10):
go furnas, floripa, estatizações, charly garcia, olé, ponte da amizade, marreteiros

Fábio Vanzo diz (14:12):
go brunogoleiromatador, praia grande, patagônia, fito paez, suriname e guiana que não sevem pra nada mas beleza

m_moura diz (14:13):
caralho, bloga isso, uhauhaa

Fábio Vanzo diz (14:13):
hahahahahahaha boa idéia


***

Bonus round: Diego diz (14:07):
go peron, conaprole, acarajé, friendship bridge

quinta-feira, 24 de junho de 2010

É... Copa do Mundo, amigo.

A pior coisa desta Copa, depois das vuvuzelas e de Eslovênia X Argélia, dos ufanistas-de-ocasião, das pessoas que só acompanham futebol nesta época são revolucionários de internet quererem que todo mundo torça pelo Brasil e pelos países africanos e demais subdesenvolvidos. Futebol, dentro das quatro linhas, não é político. Esqueçam a cartolagem e os patrocinadores. É diversão, é paixão. Torço pra quem eu quiser, não pro mais coitadinho. Não me identifico com a Selecinha do Dungazedo, assim como acho que o futebol africano está um lixo. E não acho que futebol deva fazer justiça social. A África do Sul vai continuar sendo um país de preto pobre e branco rico, com o adendo de um monte de estádios que ninguém vai usar. Por isso, me deixem torcer pela Argentina, contra o Brasil e pra o que mais eu quiser.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Faça uma lista de discos que mudaram sua vida

Alívio Imediato (Engenheiros Do Hawaii)
Cosmotron (Skank)
Crestfallen (Anathema)
Goodbye Yellow Brick Road (Elton John)
In Utero (Nirvana)
Mondo Cane (Lulu Santos)
Revoluções Por Minuto (RPM)
The Best, The Rest And The Rare (Helloween)
Transa (Caetano Veloso)
Twilight Of The Gods (Bathory)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Drug Me

Vira-e-mexe, entre uma Marcha Pela Maconha e outra, aparece uma discussão séria sobre a descriminalização das drogas ilegais. Porém os argumentos usados são sempre muito fracos. Como não pretendo fazer nenhum tratado sobre o assunto aqui, desejo apenas dar minha opinião sobre os ditos mais comuns.

1. A legalização vai acabar com o tráfico e, conseqüentemente, com o crime organizado. Furada total. Os bandidos apenas vão migrar para outros setores criminosos, diversificando os negócios, como seqüestro, assalto a bancos e pessoas, tráfico de armas, contrabando... ou você acha que, uma vez liberadas as drogas, o traficante vai assinar os sete dias grátis da Catho e procurar emprego?

2. O usuário poderá comprar droga de boa qualidade, com impostos inclusos e receita médica. Outra bobagem. Imagine, por exemplo, quanto vai custar um pacote de cocaína da Bayer. Você acha que não vai continuar havendo quem venda ilegalmente, assim como existem as lojas e existem os camelôs?

3. O consumo não vai aumentar, quem usa, usa de qualquer jeito. Talvez. Mas Amsterdã, da qual não possuo estatísticas sobre isso, virou uma Disneylândia Junkie, e isso é inegável. Imagine só nóias de toda a América Latina vindo curtir um barato aqui. Já temos a fama de mulheres fáceis, prostituição infantil, corrupção, vagabundagem, subdesenvolvimento... queremos mais esse rótulo?

4. Álcool e cigarro também são drogas e são liberadas. Sim, o álcool é, de longe, a droga que mais destrói famílias e o cigarro, o que mais onera a saúde pública. Porém não é porque você deixou cair um copo da bandeja que vai jogar tudo no chão de uma vez.

E deixo uma pergunta: por que o alucinógeno Santo Daime é permitido? Então os maconheiros podem se declarar devotos de Jah? Posso venerar a Nossa Senhora do Speedball?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Death Proof

كلادية diz (11:16):
chocante foi o que a diarista me contou que está acontecendo no bairro dela

كلادية diz (11:17):
os caras deixam crianças costuradas, sem órgãos, com um saquinho com 800 reais dento, agradecendo a mãe e informando que a criança "não sofreu"


Não tem cara de lenda urbana? Que apuração essa pessoa fez pra dizer isso? Este é o mal: a credulidade; se alguém de confiança ou algo parecido disse, então é verdade. Não sei se é mal de jornalista querer fonte de tudo, mas isso me parece uma mentira das mais cabeludas, do naipe da agulha com aids no cinema ou do cara que acorda sem os rins. Como diz um amigo, EU QUERO É PROVA.

Om Hundrede Aar Er Alting Glemt (II)

Acordou morto? Morreu e não sabe mais como conviver com isso? Seus problemas acabaram!

Sites prometem ''vida digital'' após a morte

Empresas de internet oferecem serviços que vão do envio de e-mails de despedida à revelação de segredos que ficaram guardados por anos

A vida eterna existe. Pelo menos no mundo digital. Junto com a expansão da internet e das redes sociais, houve uma explosão de sites que se oferecem para, após a morte, manter seu perfil no Facebook, mandar uma mensagem de e-mail ou manter um site por 25 anos. Outros propõe um serviço de administração da vida digital após sua morte, borrando progressivamente sua existência.

O maior dos sites de relacionamento social, o Facebook, estima que 3% de seus usuários já morreram. No fim de 2009, a empresa anunciou serviços para manter o perfil dos mortos, mesmo que por anos. "Quando alguém parte, não ficam apenas em nossas memórias, mas também ficam em nossas redes sociais", diz o site em sua página de blogs. "Para refletir essa realidade, criamos um memorial de perfis, um lugar onde as pessoas podem salvar e compartilhar suas memórias sobre pessoas que morreram", explica.

Há duas opções para ter seu perfil nessa galeria. O usuário pode pedir ao Facebook ou família e amigos podem tomar a iniciativa. Para isso, o site pede uma prova de relacionamento com o morto ou mesmo um certificado de óbito. O site afirma que informações consideradas sensíveis são retiradas, como telefone e endereço. O perfil é congelado, para que ninguém possa modificá-lo.

Última palavra. Empresas na Europa e nos Estados Unidos administram a vida digital de mortos. No caso de executivos ou banqueiros, sites permitem que um código de uma conta ou programa não desapareça com a morte. O site manteria a informação protegida e, a cada mês, envia um e-mail ao detentor do segredo. Se no terceiro e-mail não houver resposta, o site considera que é hora de enviar a mensagem para a pessoa designada com o segredo. O site admite: em caso de um coma prolongado, o sistema não funciona.

No MyLastEmail.com, uma pessoa pode planejar um e-mail de despedida para depois de sua morte. Um amigo próximo daria o sinal verde para o envio. O pagamento anual varia entre US$ 50 e US$ 100.

Há ainda a possibilidade de programar para uma data futura o envio de um e-mail por parte do falecido. O serviço chega ao ponto de oferecer o envio de e-mails na data de aniversário de um familiar, anos depois da morte do dono da conta. Claro, quanto mais serviços encomendados e mais anos de duração, mais cara é a cobrança em vida.

"Superando a morte." Esse é o lema do site DeathSwitch.com. A empresa promete, por exemplo, ajudar o falecido a não levar segredos para a túmulo. "Não morra e leve consigo segredos", diz o site. A ideia é a de que, diante da morte do dono de uma conta de e-mail, a empresa envie uma mensagem em nome do morto revelando segredos guardados por anos.

Outro serviço é o do site GreatGoodbye.com, que oferece enviar a familiares e pessoas designadas de antemão como é que o falecido gostaria que seu funeral ocorresse.

A gestão da vida digital de um pessoa ainda é oferecida pela LegacyLocker.com, que promete bloquear todas as contas e e-mails do usuário morto, protegendo dados relevantes e evitando a atuação de hackers ou mesmo de organizações criminosas.


[ http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100509/not_imp549166,0.php ]

quinta-feira, 22 de abril de 2010

All apologies

A todos que amei e fingir amar, minha desculpa. Enganei a todos por tanto tempo que até eu devo te acreditado. É a essência da mentira, não? Acreditar na mitomania. Apaixonei-me de mentira, fiz se apaixonarem-me por mim de verdade. Enganei pessoas escrevendo, trabalhando, vivendo como filho, irmão, namorado, amigo. Fui uma farsa constante. Um embuste elevado a estado de arte. O que eu deveria fazer? Quem eu deveria ser? Limpo o suor nas vestes e espero o veredito que já sei qual é: culpado! Mereço. Fiz tão mal a tanta gente, só me resta a morte. A todos que enganei, peguei as pedras e me dilapidem, por favor. Foi um legítimo adultério de confiança. Só não houve nenhum messias, nem haverá, para me salvar. Que venham as rochas que serão meu merecido túmulo sem piedade ou redenção. Que não tiver pecado, quem tiver um monte de falha, está todo mundo liberado para me apedrejar. Crucificar. Sem túmulo vazio.

sexta-feira, 19 de março de 2010

De susto, de bala ou vício

Vocês são tão frouxos, vamos, vamos logo, quais seriam seus últimos pedidos, quais seriam suas últimas atitudes, a sério, caso o mundo ou a vida fosse acabar hoje? Quero conduzir um estudo sobre o tema. Se você soubesse que, dentro em pouco, seu corpo seria devorado pelos vermes das moscas bicheiras enquanto sua alma ascendesse a NSJC, ou simplesmente deixasse de existir como se nunca tivesse havido. Ah, ignorem, jovens sempre acham que vão viver pra sempre. E os velhos fingem aceitar a Morte como algo corriqueiro como um convidado para o chá quando estão todos se mijando e cagando por mais alguns minutos de existência patética. Ei, me desculpem por delatá-los, mas é que foi engraçado. O vento frio da Velha Senhora fez pó de todas as suas convicções e sua alegada serenidade ante o fim. Que estudo, que nada, só quero rir da cara de vocês.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Reflexões vespertinas

Não gosto de inverno, faz muito frio.
Não gosto de verão, faz muito calor.
Não gosto de outono, o tempo é muito seco.
Não gosto de primavera, chove demais.

terça-feira, 9 de março de 2010

A fine day to die

_Maria, vem aqui, me dá um álcool pr’eu passar no peito, não estou me sentindo bem.

Ele era vidraceiro e morava nos fundos do mercadinho Nossa Senhora De Fátima. Palmeirense, cinéfilo, alcoólatra, levava o neto postiço pra soltar pipa onde antes era um campinho e hoje é uma merda de escola de samba. Morreu digno, sem resgate, oitenta e oito anos.

Descansa tranqüilo, velho Quim. A gente fica por aqui. Espera-nos aí.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Eternidades da semana

01. Kassab cassado? Ah, isso nem vai dar em nada, o processo vai se arrastar e, cajo ele seja mesmo condenado, o mandato terá se encerrado, tal como foi com Celso Pitta.

02. Antônio Rascista Carlos no Palmeiras, com a torcida protestando? Demonstração de civilidade de quem na mesma semana se matou na porrada contra a Independente? É, não dá pra esperar coerência de bandido.

03. Botafogo campeão de alguma coisa (mesmo que seja esse ridículo primeiro turno)? E com gol do Fábio Pinguço Ferreira? Esta foi uma semana realmente atípica para o futebol. E o Ricardo Gomes quase teve um AVC. Calma, moço, foi só um jogo.

04. Nada a ver o Elton John dizer que Jesus Cristo foi um "gay superinteligente" (pelas lições de tolerância, etc.), mas é lindo ver a direitalha carola esperneando.

05. A Libertadores começa quarta-feira e o Corinthians não está nem um pouco engrenado. E após 91, 96, 99, 00, 03 e 06 (em 77 eu não era nascido) meu pobre coração alvinegro não agüenta outra eliminação.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Suicide is painless

O suicídio, especialmente para os homens, e isso é comprovado, é mais letal e ritualístico, menos impulsivo e desesperado. Enquanto mulheres normalmente se entopem de remédios, homens se enforcam, dão tiro na cabeça ou se jogam na frente do trem. E esse maior poder de decisão muitas vezes faz com que haja certa preparação, como um testamento, além do costumeiro bilhete de suicídio, e um ritual. Ian Curtis, por exemplo, bebeu uma garrafa de uísque, ouviu The Idiot, do Iggy Pop, assistiu a Stroszek, de Werner Herzog, para então se enforcar. E você, quando for cometer suicídio, que método irá usar, de quem irá se despedir, a quem deixará suas coisas, o que irá ver, ler ou ouvir pela última vez?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Nowhere, no-one, nothing

É difícil escrever algo quando você tem o sentimento de precisar dizer aquilo, mas está cansado, sem vontade, ou simplesmente não aparece nenhuma idéia boa. O texto que sai nesses casos é invariavelmente de pouca consistência, emoção demais, porém com pouco cuidado na forma. Já escrevi um livro inteiro assim há meia década, em condições físicas e mentais deploráveis, e o resultado não me agrada, nunca agradou. Embora haja lampejos bem criativos, em que a forma consegue dar luz ao conteúdo, e aí se criam imagens realmente de impacto, que trazem o leitor para o Inferno das palavras que ali estão, o resto é frágil, sem rumo, como um grito desesperado. E a arte sempre necessita de cuidado. Por isso às vezes o melhor é manter o silêncio, ou simplesmente condenar certas expressões de dor ao calabouço de uma gaveta qualquer.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ficções do interlúdio

Não chorei, serei sempre insensível.
Digo palavras duras, sou insensível.
Já menti, jamais direi a verdade.
Já errei, jamais serei perdoado.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A inveja é companheira da glória.

Conversando com uma amiga no MSN, veio a pergunta: qual dos sete pecados capitais você mais comete. Além da óbvia ira, visto que não sou exatamente a pessoa mais paciente do mundo, veio à mente e à palavra algo de que eu já sabia, porém nunca havia admitido a ninguém: sou invejoso. E ela também admitiu o mesmo. Talvez todos sejamos. Mas não daquele tipo ruim, de querer arrancar o que a pessoa tem, de torcer contra (não que isso faça diferença na prática, visto que olho-gordo é bobagem), mas sim o desejo de também querer aquilo que outrem conseguiu e que você não tem por azar, incompetência ou qualquer outro motivo. Lembre-se: não existe sentimento bom ou ruim; cada um tem sua hora e seu lugar, todos são perfeitamente naturais. A diferença é que a inveja “benéfica” faz com que você deseje algo igual ao que o outro conseguiu, enquanto que a “maléfica” te leva a querer o próprio objeto de conquista da pessoa, seja qual for, arrancando-o dela. Em vez de se espelhar na vitória alheia, você quer tomar o lugar do vitorioso, sê-lo, vivê-lo. Essa é a diferença. Quem nunca desejou ser outro alguém, ter o que não tem? Ah, o resto é hipocrisia.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Vemachiti et kol hayekum asher asiti me'al pney ha'adama.

Tá, sempre choveu em São Paulo, a cidade cresceu desordenadamente, invadindo encostas, e hoje temos uma metrópole impermeável de tanto concreto e asfalto. Assim como sempre teve terremoto em Tóquio.

O que os japoneses fizeram? Adaptaram a cidade para conviver com essa particularidade geológica. Já por aqui, nos desgovernos e nas desprefeituras demo-tucanas, nada se faz. É culpa da Mãe Natureza e pronto. Nós que reclamemos com ela, talvez chutando uma árvore ou deixando de fazer doações ao Greenpeace. E a única coisa boa que o Alckmin fez, o aprofundamento da calha do Tietê, foi abandonado e faz três anos que nosso belo rio não sofre uma limpeza.

Hoje faz 37 dias que chove direto em São Paulo e tudo que o Aquassab diz é que “tudo está sob controle” enquanto passeia de helicóptero sobre o pobre Jardim Romano, alagado direto desde o ano passado.

O que a população pode fazer além de xingar o Aquassab? Parar de votar no PSDB-DEMo e não jogar garrafa PET e sofá vermelho nos terrenos baldios, que entope as galerias pluviais e bueiros.

Saneamento na serve só pra lixo, serve pra políticos também.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Do egocentrismo, da megalomania e de outros desvios de caráter na internet.

Mais do que no “mundo real”, a internet é o verdadeiro Estige das subcelebridades, onde elas se mordem, se xingam e se debatem o tempo todo, em moto-contínuo. Polêmicas vazias, troca de farpas, autopromoção a todo custo e uma vontade desesperada de se fazer notar, de mostrar que “venceu na vida digital”. Vale usar script pra adicionar um monte de gente, aparecer em reality show, chamar a si mesmo de “empresário” porque ganha dinheiro com o blog, arrumar briga com a subcelebridade que usou script e foi ao reality show, receber jabaculê para fazer textos mequetrefes sobre viagens na vasca ou traquitanas moderninhas... as possibilidades infinitas. A glória dessa espécie internética é posar de “early-adopter” (sim, os malditos termos em inglês) com jeito blasê de quem usou Orkut/Facebook/Twitter/Blog quando não havia a “maldita inclusão digital”. É a orkutização do Facebook, a facebookização do Twitter, a twitterzação do blog. Medem a felicidade pelo número de seguidores ou comentários. Matam a mãe por uma conexão de 10Mb na Campus Party, mas, uma vez lá, dizem que “já foi melhor”, e que hoje “todo mundo posa de geek". Escrevem pouco, o conteúdo de seus blog é quase inteiro de press-releases, vídeos velhos do YouTube e imagens “kibadas” de outros sites. Enfim é a gentalha do cibermundo, daqueles que você só não chuta a bunda porque nunca saem da frente do computador.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sad wings of destiny

[17h40min] A tristeza é contagiante, empolga nossos inimigos. Contagiosa,e entristece junto as pessoas que nos amam. A tristeza é leal, jamais nos abandona e está conosco especialmente quando não precisamos dela, para dar aquele conforto tanto de quem sente falta da auto-indulgência quanto de quem não se contenta com o riso horrível do idiota. A tristeza é fiel, sempre retorna ao nosso lar, por vias direitas e avessas, retas e tortas, por nossa própria boca ou pela das outras pessoas. A tristeza é linguagem indizível. Indivisível. Mesmo assim há para todos, cada um com a sua, mas interagindo com a de outrem. A tristeza é democrática, não discrimina, muito embora trate com mínimo desdém quem finge que ela não existe, somente para se apossar da alma estúpida. Não é parasita, nós é que insistimos em habitar seus domínios pretendendo passar incólumes. A tristeza é acolhedora num abraço de engolir infinitos na escuridão à luz do dia. No início era o verbo, e esse era entristecer(-se). E viu Deus que a tristeza era maior. [17h49min]

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A linguagem sempre foi meu último refúgio.

Um bom texto abre portas. Abre pernas. Abre o céu cheio de nuvens. O chão para que tudo desabe. Abre os olhos para a verdade, a boca para um beijo. Abre as mãos, abre até o coração. Um bom texto abre os braços para um abraço e caminhos para a vida.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O processo de criação vai de 10 até 100.000

[Sete de outubro de dois mil e nove]

Toloi diz (20:25):
ô senhor compositor, ve se tua aprova tua letra...
na sexta, eu mostro como ela ficou pra vcs

Toloi diz (20:26):
vc escreve rapido e eu componho melodias rapido , heeheheh, fiz essa em 1 hora

Fábio Vanzo diz (20:27):
nussa

Fábio Vanzo diz (20:27):
levo séculos hahaha

Toloi diz (20:29):
uma duvida na escrita do acorde: esse F#m/A qual dos dois que se refere a nota do baixo?

Toloi diz (20:29):
ta, quando vc abrir e ler me avisa

Toloi diz (20:31):
pensei em voce fazendo umas pitadas na guitarra a la dois rios do skank

Fábio Vanzo diz (20:31):
pensando no que seria um fá sustenido menor com baixo em lá

Fábio Vanzo diz (20:32):
acho que fazendo sem pestana dá

Fábio Vanzo diz (20:32):
corneta
1. não gostei do nome, muito direto. vou futucar.

Fábio Vanzo diz (20:33):
2. vou mudar umas coisas na letra, tem palavras que acho que num ficam legais em letra
3. coube tudo na metrica direitinho?

Toloi diz (20:37):
mas é isso mesmo, o A mantem só na baixo e entra o fa sustenido menor numa casa acima, antes de entrar no fa sustenido inteiro

Toloi diz (20:38):
fa sustenido menor

Toloi diz (20:39):
pensei de ultima hora, nao consegui pensar num nome melhor, ia fazer uma homenagem e colocar uma frase da muisca do dimmu borgir pra colocar de titulo, ja que eu que a citaçao era pra eles, mas achei as letras deles uma bosta, hahaha

Toloi diz (20:39):
coube tudo na metrica

Fábio Vanzo diz (20:39):
dimmu boga?

Fábio Vanzo diz (20:39):
as letras deles são uma merda

Toloi diz (20:40):
depois só me diz quais palavras, porque aí pode atrapalhar na metrica, assim como está, ficou perfeita cantando

Fábio Vanzo diz (20:41):
1. "nefando" acho que num rola
2. "Vestindo loucas e roupas escuras" esse "loucas" ficou esquisito
 
Toloi diz (20:42):
1 - o que é nefando? vem de nefasto? achei melhor nao tirar, hahaha

Toloi diz (20:43):
2 - então, ainda nao senti firmeza, queria fazer uma associaçao de que eles estivesse usando mulheres (se aproveitando de) e roupas escuras, sacou?

Toloi diz (20:43):
jogando com a frase, sabe

Fábio Vanzo diz (20:43):
1. é igual nefasto.
2. hmmmm

Fábio Vanzo diz (20:44):
"Despindo tuas roupas escuras"?

Toloi diz (20:48):
pode ser, mas aí hão de ter dois problemas
1 - vc ja usa a palavra despindo antes - se referindo ao pranto
2 - e principalmente, a letra deixa de ser um relato geral em 1 pessoa, como tava, pra ser referente a uma segunda pessoa, despindo as roupas escuras dela, tendeu?
COMUNIDADE DO ORKUT - ANALISANDO LETRAS: BRESSER
HAUAHUAHUAHUAA

Fábio Vanzo diz (20:51):
hahahahahahhahaha

Fábio Vanzo diz (20:51):
preciso ler essa buceta inteira, peraí

Toloi diz (20:52):
hahaha, ele escreve e nao lembra, heheh

Fábio Vanzo diz (20:53):
hahahahahaha
de um caminho tão PROFANO
rima até melhor

Toloi diz (20:54):
aprovado

Fábio Vanzo diz (20:54):
vejamos o outro verso

Fábio Vanzo diz (20:59):
Caído em outras desventuras OK
Corpos em roupas escuras ( ) sim ( ) não
Hoje, qual será meu gosto? OK
Quem me saberá o rosto? ( ) sim ( ) não

Toloi diz (21:01):
Caído em outras desventuras OK
Corpos em roupas escuras ( ) sim ( x ) não
Hoje, qual será meu gosto? OK
Quem me saberá o rosto? ( x ) sim ( ) não

Fábio Vanzo diz (21:01):
te mando à merda? ( x ) sim ( ) não

Toloi diz (21:03):
ninguem tem paciencia comigo sim ( ) não

Toloi diz (21:04):
que tal PROVANDO loucas e roupas escuras ?

Fábio Vanzo diz (21:06):
:/ o cara tá na butique gay? provando roupas loucas?

Toloi diz (21:06):
huauauhauahuaha

Fábio Vanzo diz (21:07):
trocando di bikini sem parar

Toloi diz (21:08):
PROVANDO LOUCAS EM RUAS ESCURAS

Fábio Vanzo diz (21:08):
:/ nhão
esse loucas aí que tá foda
como era o original que já nem lembro?

Toloi diz (21:09):
NUM LEMBRO, TEM Q PEGAR DO BLOG DE NOVO

Fábio Vanzo diz (21:10):
é velha ou nova essa poesia?

Toloi diz (21:18):
aparentemente nova, ta na sua pagina de mais recentes ainda

Toloi diz (21:18):
tu deve ter escrito esse mes ainda, seu lesado

Fábio Vanzo diz (21:19):
linka, caraio

Fábio Vanzo diz (21:20):
http://fabiovanzo.blogspot.com/2009/07/ingen-tarer-skal-fylle-dine-netter.html


Fábio Vanzo diz (21:22):
NAS MESMAS RUAS ESCURAS
fechô?

Toloi diz (21:25):
tá bom, nao ficou um primor, mas nao comprometeu, ficou uma rima BALBUENA

Fábio Vanzo diz (21:26):
o verso do dimmu boga significa "Não haverá fraqueza na tua alma "
como a gente pode usar no nome da música?

Fábio Vanzo diz (21:31):
ooou aumentando a influência, o título do post é sempre um link
no caso é http://www.fotolog.com.br/fvanzo/39112591 os versos são do bigode, olha

Toloi diz (21:37):
gostei da frase do bigode

Toloi diz (21:37):
mas qual seria o titulo da musica?

Fábio Vanzo diz (21:39):
"comum no seu tempo"?
"no seu tempo"?

Toloi diz (21:41):
COMUM NO SEU TEMPO , eu gostei bastante

Fábio Vanzo diz (21:41):
BigodeFeelings

Fábio Vanzo diz (21:42):
fechô?
vou guardar esta conversa como exemplo de Lennon & McCartney com absinto

Toloi diz (21:42):
fecho a balada

Toloi diz (21:42):
MARAVILHA

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

'Till Ten Years

Imagine um disco que tome todas as influências essenciais do black metal norueguês – a última coisa realmente nova que apareceu no metal, e faça um disco único, maravilhoso, transcendental, antes de embarcar numa viagem, altamente válida e recomendável, aliás, de sujeira das ruas. Um Travis Bickle de corpse-paint, por aí. Voltando ao disco, é uma mistura de Dark medieval Times, Vikingr Veldi, In The Nightside Eclipse e De Mysteriis Dom Sathanas. Resumindo, só coisa foda. Imagine. Sentimento nórdico, frio, gélido, com influências folk, teclados, linhas criativas de guitarra, produção OK. Pra quem gosta de boa música. http://www.myspace.com/decemberwolves

Meus is não têm ponto, eu não peço desculpa, escrevo deus com letra minúscula.

Não invento palavras. Não escrevo palavrão. Quase. Não sai senão de Deus o ovo de Satã. Não pretendo chocar gratuitamente, preciso ser pago. Trago o horror com um punhado de palavras comuns. Amor e morte, mil vezes. Azar e sorte. Sem invencionices, nem modismos. Além das críticas recalcadas e das incompreensões. A escrita é tensão, é tesão. Espírito feito arco retesado, quase a arrebentar. Pois sem mim o existir não há.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Vastas emoções e pensamentos imperfeitos

[14h34min] Os ursos estão cada vez mais canibais. O céu desaba como temia Abracurcix. Automóveis se amontoam, subindo até nas paredes, feito baratas saindo do esgoto e invadindo o ralo de casa. Ai, odeio baratas. E automóveis. Nessa ordem, eu acho. Vias nasais e marginais congestionadas. As mentiras transbordam feito a lama do Tietê, trazendo expelindo a miséria que a classe média finge não ver quando confirma o voto na urna eletrônica, coisa de Primeiro Mundo, aliás, até melhor. Que bom se pudéssemos ensiná-los a votar também. Mas estamos no mesmo barco poluído de idéias ruins e pensamentos imperfeitos. Canibais católicos pedem desculpas por terem comido o missionário. O temporal desaba ácido enquanto ecoam os gritos do Datena na televisão. Ele vibra, indignado, contra tudo e todos. A justiça que ninguém quer, mas todos aplaudem. E a chuva, ah, a chuva traz mais baratas. E ratos. Pensamentos também se amontoam e desabam feito barranco sobre os barracos e sonhos. O voto é nulo feito o meu existir. Desistir. Resistir. Preciso beber alguma coisa rapidamente. Na versão do Fagner, por favor. [14h38min]

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O futebol é uma Configuração-Dos-Lamentos de surpresas

Final atípica de campeonato. Quatro finais ao mesmo tempo, luta pela Libertadores, luta pra fugir do rebaixamento, resultados que iam mudando durante as partidas e fazendo com que os times se alternassem nas primeiras e últimas posições. Estádios lotados (exceto Engenhão e Morumbi, mas aí é normal, né), porrada no campo, porrada fora dele. Inter campeão, Flamengo campeão, Inter campeão, Flamengo campeão. Palmeiras fora-dentro-dentro-fora. Fora mesmo, até da Libertadores. São Paulo e Inter chorando, pra variar. E nós, corinthianos, só tirando sarro. Atlético Mineiro amargando uma posição medíocre, Cruzeiro chegando no final. Times cariocas a salvo, inclusive com o retorno do Vasco. Isso é ótimo para o futebol, e espero que venha um período de ausência de hegemonia paulista, a fim de que a coisa toda tenha mais graça do que nos últimos anos.

Ah, já ia me esquecendo do mais impressionante: Souza e Bill fizeram golaços.

Quem disse que pontos corridos não é pura emoção?